Postos já autuados por esquema de fraude estão entre interditados no Piauí
Conforme as forças de segurança, os postos já sofreram penalidades anteriores e voltaram às práticasParte dos postos de combustíveis fiscalizados durante a operação deflagrada nesta terça-feira (21/07) pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) já havia sido autuada anteriormente por irregularidades em bombas de abastecimento. Mesmo após as penalidades administrativas, as investigações apontam que os estabelecimentos continuaram praticando fraudes contra consumidores, o que motivou a nova ofensiva policial.
Segundo o superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, a operação teve como foco o combate às fraudes na quantidade e na qualidade dos combustíveis comercializados. Um dos principais alvos é a chamada "bomba baixa", esquema em que o consumidor paga por um determinado volume de combustível, mas recebe menos do que o registrado na bomba.
"Nós verificamos que todos os postos que foram alvos hoje, eles já tinham sido autuados administrativamente. Eles eram reincidentes, mas mesmo assim não paravam de fraudar essas bombas de combustíveis".
A investigação resultou no cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, Bahia e São Paulo. No território piauiense, dez postos foram interditados, sendo oito em Teresina, um em Parnaíba e outro em Capitão de Campos.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes de fiscalização voltaram a encontrar indícios de irregularidades em alguns dos estabelecimentos vistoriados, reforçando a suspeita de continuidade das práticas investigadas.
"Durante o cumprimento das buscas, foi constatado, in loco, mais fraudes, pelo menos em dois ou três postos foi constatado fraude na quantidade, ou seja, depois de uma série de fiscalizações administrativas, uma série de autuações, infelizmente, hoje nós encontramos novamente fraudes".
Além das buscas, a Justiça determinou o pagamento de fiança de R$ 162 mil para os proprietários dos postos investigados e de R$ 16 mil para os respectivos gerentes. Caso os valores não sejam recolhidos, os envolvidos poderão ser presos.
De acordo com a SSP, a operação busca garantir a proteção dos consumidores e preservar a concorrência leal entre os estabelecimentos que atuam regularmente no setor de combustíveis. A investigação prossegue para apurar a responsabilidade de cada um dos envolvidos e identificar a extensão das fraudes.