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SSP divulga foto de suspeito de vandalizar imagem de Iemanjá em Teresina

As imagens fazem parte do material reunido pelas forças de segurança para avançar nas investigações

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí divulgou, nesta terça-feira (03/02), imagens registradas pelo sistema de videomonitoramento urbano com uso de inteligência artificial para tentar identificar o homem suspeito de vandalizar a estátua de Iemanjá, instalada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina.

As imagens fazem parte do material reunido pelas forças de segurança para avançar nas investigações, que buscam identificar o autor do ataque, responsabilizá-lo criminalmente e apurar os danos causados ao patrimônio público. O monumento, que já foi alvo de outros episódios de depredação, voltou a ser danificado recentemente.

A SSP orienta que qualquer informação que possa ajudar na identificação do suspeito seja repassada de forma anônima por meio do serviço B.O. Fácil. As denúncias podem ser enviadas pelo canal oficial da secretaria no WhatsApp, pelo número 0800 086 0190, com garantia de sigilo.

Segundo a pasta, ações de vandalismo e ataques contra símbolos religiosos e culturais são tratados com rigor. As forças de segurança seguem atuando de forma integrada para preservar o patrimônio público, garantir o respeito à diversidade religiosa e responsabilizar os envolvidos.

O caso

A imagem de Iemanjá instalada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, voltou a ser alvo de vandalismo na madrugada deste domingo (1º). O ataque ocorreu às vésperas do Dia de Iemanjá, celebrado nessa segunda-feira (2), data considerada sagrada por povos e comunidades tradicionais de matriz africana.

Segundo as informações preliminares, vândalos quebraram o vidro de proteção da estátua e danificaram uma das mãos da imagem. O monumento, que fica em um dos principais corredores da capital, já havia sido alvo de depredações em outras ocasiões.

Representantes das religiões de matriz africana classificaram o ato como racismo religioso e intolerância religiosa. Um boletim de ocorrência foi registrado pela Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia (ANPMA-Brasil), que acompanha o caso e cobra providências das autoridades.

A atual escultura foi inaugurada em abril de 2024, após versões anteriores também terem sido alvo de depredações. Meses após a inauguração, o monumento voltou a sofrer danos, reforçando as denúncias de ataques recorrentes motivados por intolerância religiosa. Em resposta ao novo caso, um ato público está previsto para esta segunda-feira (2), às 16h, em frente à estátua.