Criança espera cirurgia há 4 meses e pode perder o braço em Teresina
Família denuncia demora da FMS para retirada de ferros após fratura
Uma criança de sete anos enfrenta uma grave situação de saúde após esperar há cerca de quatro meses por um procedimento cirúrgico em Teresina. Segundo a família, o menino sofreu uma queda no início de dezembro de 2025, fraturou um dos braços em dois pontos e precisou passar por cirurgia no Hospital de Urgência de Teresina ( HUT ).
Após o procedimento, foram colocados ferros no braço da criança, que deveriam ser retirados posteriormente. No entanto, desde janeiro deste ano, a família afirma aguardar autorização pelo SUS, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), para a realização da nova cirurgia.
De acordo com os familiares, o atendimento chegou a ser marcado no Hospital do Renascença e depois transferido para o Hospital da Criança, no bairro Parque Piauí, mas o procedimento nunca foi realizado por falta de condições adequadas.
Ao Conecta Piauí, a avó da criança, Dona Lena, relatou desespero diante da demora. Segundo ela, o braço do menino só piora e a situação pode causar sequelas graves, incluindo o risco de perda do membro caso o procedimento não seja feito com urgência.
Em novo contato com a nossa reportagem, Dona Lena detalhou o agravamento do quadro e a tentativa de buscar ajuda para acelerar o atendimento. "A minha vizinha está tentando ajeitar com alguém que ela conhece para levar para o HUT , porque a situação dele está feia no braço dele. No caso foi os ferros que não foram tirados. Eles me mandaram uma mensagem, pra ir terça, é muito tempo... O braço do meu neto está muito feio. Infeccionado, saindo secreção", contou.
A avó também relatou dificuldades relacionadas à rotina escolar da criança e à falta de suporte médico adequado. "A mãe dele tava mandando desse jeito pra escola, e eu disse pra ela não mandar mais, aí o médico disse que não era pra tá mandando. Mas eles não dão atestado, era o jeito de ela mandar...", disse ainda.
"...Ontem o Médico passou uma receita aí vamos comprar o remédio pra dor", finalizou.
A família informou ainda que já procurou o Ministério Público do Piauí, mas até o momento não recebeu retorno. Enquanto isso, segue apreensiva com o agravamento do quadro de saúde da criança.