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Pacientes denunciam atendimento e estrutura precária no hospital do Buenos Aires

Unidade sob gestão da Prefeitura de Teresina é alvo de denúncias de descaso e falta de humanização
Redação

Moradores da zona norte de Teresina têm registrado reclamações sobre o atendimento no Hospital de Urgência do bairro Buenos Aires, unidade sob responsabilidade da Prefeitura de Teresina. Denúncias recebidas pelo Conecta Piauí apontam uma série de problemas que vão desde a estrutura física da unidade até a forma como os pacientes são recebidos pelos profissionais do local.

Segundo os relatos, a estrutura do hospital é considerada precária, e há queixas frequentes sobre a falta de preparo no acolhimento aos pacientes que buscam atendimento de urgência. Imagens enviadas à equipe de reportagem reforçam as denúncias e evidenciam as dificuldades enfrentadas por quem depende dos serviços mantidos pela gestão municipal.

Confira o vídeo:

Uma paciente internada na unidade gravou um vídeo mostrando as condições do hospital por dentro e relatou episódios graves. Internada desde a véspera, ela denunciou não apenas a precariedade do espaço físico, segundo ela, sem sequer um lugar adequado para os pacientes se sentarem, mas também uma situação de constrangimento protagonizada por um funcionário.

"Ao que acontece, a pessoa vem entregar comida e, vendo que a paciente não tem condição de se levantar para pegá-la, pergunta se ela está amarrada", relatou a paciente, indignada. Ela esclareceu que o termo utilizado pelo funcionário não tem qualquer respaldo técnico na enfermagem ou na medicina, e que a limitação de movimento da paciente se devia ao quadro clínico. "A pessoa não tem possibilidade de se levantar. Não existe termo técnico na enfermagem nem na medicina para dizer que a pessoa está amarrada por causa do soro", afirmou.

A situação teria se agravado quando, segundo a denunciante, policiais foram acionados para a unidade e uma funcionária passou a se colocar na posição de vítima. "A polícia vem aqui guardar o hospital, vem aqui intimidar a moça, falar na maior altura, uma agressão, completamente verbal, desse jeito", descreveu. Para ela, o episódio representa uma inversão de papéis inaceitável. "Além de sofrer com a doença, a gente sofre com a falta de respeito de quem deveria ser o primeiro a respeitar: o profissional de saúde", concluiu.

O espaço está aberto para manifestação e a matéria será atualizada assim que houver retorno.