Tribuna do Povo

Pais de alunos do Colégio Adventista de Teresina denunciam perseguição da Strans

Culpam prefeito Silvio Mendes por dificuldade de acesso de alunos à instituição

O Colégio Adventista de Teresina, localizada em frente à Ponte Estaiada, vive um cenário de pressão desde sua inauguração. Pais de alunos relatam que o prefeito Silvio Mendes e a Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans) têm criado dificuldades deliberadas para que estudantes cheguem à escola. A mais recente medida foi a instalação de placas de proibição de parada e estacionamento nas imediações da unidade de ensino, além do fechamento do acesso ao estacionamento da Ponte Estaiada, que era utilizado pelos pais para o desembarque das crianças.

A instituição, que oferece bolsas de estudos para alunos carentes e desenvolve um trabalho social relevante na capital piauiense, tem enfrentado obstáculos sistemáticos impostos pela Prefeitura de Teresina para o seu funcionamento.

"O prefeito Silvio Mendes está com tempo, né? A minha menina estuda lá no  Colégio Adventista, aí disse que ontem colocaram duas placas de proibido parar e estacionar, a mando dele, dizem que ele foi pessoalmente lá, nem entrou na escola nem nada, só mandou colocar. E aquele estacionamento que era da ponte, que os pais deixavam o carro lá para poder deixar as crianças na escola, mandou fechar a parte que dá acesso à escola e tem um Strans lá", relatou a mãe de uma aluna.

Outro responsável também criticou a mudança no acesso, apontando risco à segurança dos alunos. Segundo ele, a entrada utilizada com segurança pelos pais foi fechada e substituída por outra sem faixa de pedestres, em local onde os veículos fazem conversão à direita.

"Todo dia nós entramos por aqui, né, pra deixar nossos filhos na escola, aí nós paramos ali em frente onde a Strans está, ali era uma entrada, onde a gente atravessa a avenida pra ir pra escola, aí veja só a palhaçada que o prefeito de Teresina fez, a determinação dele: ele fecha aquela entrada ali, onde ele bota os seus carros da Strans, e abre uma entrada lá onde os carros fazem a conversão à direita, aqui não tem nem faixa de pedestre. Qual é o sentido? Tirar uma entrada que a gente fazia com segurança aqui, pra colocar uma entrada que não gera segurança", questionou outro responsável.

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