Pais denunciam excesso de multas próximo ao Colégio das Irmãs em Teresina
Responsáveis afirmam que autuações ocorrem mesmo durante embarque e desembarque de estudantes
Pais de alunos do Colégio das Irmãs, localizado no Centro de Teresina, denunciam uma série de multas aplicadas no cruzamento das ruas Area Leão e Álvaro Mendes, ponto utilizado diariamente para embarque e desembarque de estudantes. Segundo os relatos, as autuações vêm sendo registradas mesmo em situações em que os motoristas realizam apenas uma parada rápida para deixar ou buscar os filhos na escola.
A principal reclamação é a falta de orientação prévia por parte da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). Os pais afirmam que o local possui sinalização indicando a permissão para embarque e desembarque, mas que, na prática, os veículos continuam sendo multados por câmeras de videomonitoramento instaladas na região. O problema tem afetado especialmente famílias que precisam de mais tempo para realizar o procedimento com segurança, como é o caso de estudantes com deficiência.
A mãe de uma aluna cadeirante, Nalda Gomes, relata que já acumula cinco multas e afirma que há anos solicita uma área adequada para realizar o desembarque da filha. "Desde 2024 estou nesta escola e venho pedindo um espaço para conseguir fazer esse procedimento todos os dias com segurança. Nunca tivemos essa solução, mas já recebi cinco multas, algumas de R$ 130 e outras de R$ 195. Somando tudo, já chega perto de R$ 1 mil", afirma.
A situação também tem gerado indignação entre outros responsáveis. O pai de aluno Felipe Suassuna questiona a forma como as autuações estão sendo aplicadas e afirma que há casos em que a sinalização não corresponde ao motivo da multa. "Recebi uma multa alegando estacionamento em local sinalizado, mas quando você passa pelo trecho não encontra nem sinalização vertical nem horizontal indicando essa proibição. É uma situação que tem causado muita revolta entre os pais", relata.
Segundo Felipe, diversos responsáveis já acumulam valores elevados em multas em um curto espaço de tempo. Ao comentar as reclamações recebidas pela comunidade escolar, ele afirma que a sensação é de que o sistema está sendo utilizado de forma excessivamente punitiva. "O que escutamos são relatos de pais com quatro, cinco multas e alguns já ultrapassando R$ 1 mil em autuações. Inicialmente foi informado que o videomonitoramento teria caráter educativo, mas o que estamos vendo é diferente. Existem câmeras em dois cruzamentos da região funcionando em conjunto, e a impressão que fica para muitos pais é a de uma verdadeira indústria da multa", critica.
Além dos responsáveis por estudantes, comerciantes e trabalhadores que atuam nas proximidades também relatam prejuízos. Uma comerciante que preferiu não gravar entrevista informou ter recebido duas multas de R$ 135 após realizar rápidas paradas para descarregar mercadorias. Durante a produção da reportagem, outros pais também procuraram a equipe para relatar experiências semelhantes e cobrar providências.
Enquanto aguardam um posicionamento oficial da Strans, os pais defendem a criação de alternativas que garantam mais segurança para os estudantes e evitem novas autuações durante os horários de entrada e saída escolar. A expectativa é que o órgão analise as reclamações e apresente soluções para minimizar os transtornos enfrentados diariamente por famílias e trabalhadores da região.
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