Pacientes com Parkinson denunciam falta de medicamento na rede pública de Teresina
Pacientes relatam suspensão do Prolopa e FMS aponta atraso na entrega após licitaçãoPacientes diagnosticados com Parkinson em Teresina denunciam dificuldades para manter o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após a interrupção no fornecimento do medicamento Prolopa 200/50 mg. A ausência do remédio, essencial para o controle da doença, tem comprometido a rotina e a qualidade de vida de quem depende exclusivamente da rede pública.
O Prolopa atua diretamente na reposição da dopamina no cérebro, substância fundamental para reduzir sintomas como rigidez muscular, tremores e lentidão dos movimentos. Sem acesso regular ao medicamento, muitos pacientes relatam agravamento do quadro clínico e maior limitação para realizar atividades simples do dia a dia.
A situação tem gerado preocupação entre familiares e cuidadores, que afirmam não ter condições financeiras de arcar com a compra contínua do remédio na rede privada. Segundo eles, a interrupção do fornecimento evidencia fragilidades na assistência prestada às pessoas com doenças crônicas no município.
Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que a falta do medicamento, em período anterior, ocorreu devido à inexistência de um processo licitatório vigente. A fundação esclareceu que a licitação foi concluída por volta do mês de julho, além de outros processos de aquisição realizados em outubro, mas que os fornecedores vencedores ainda não realizaram a entrega dos insumos.