Paralisação de ônibus em Teresina pressiona prefeitura por negociação com a classe
Sindicato rejeita reajuste de 3% e anuncia novas paralisações durante a semana na capitalUma paralisação temporária realizada por motoristas e cobradores do transporte público afetou a circulação de ônibus em Teresina na manhã desta segunda-feira (18/05). O movimento ocorreu entre 6h e 8h e faz parte das mobilizações organizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), que cobra avanços nas negociações salariais da categoria.
Segundo o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, os trabalhadores estão em estado de greve e rejeitaram a proposta de reajuste de 3% apresentada pelo sindicato patronal. “A categoria estava pedindo 12%. Esses 3% não contemplam nem a inflação do período, que é de 4,11%”, afirma. O sindicalista também pediu compreensão da população pelos transtornos causados durante a paralisação.
Durante a entrevista ao Conecta Piauí, Antônio Cardoso também criticou as condições da frota de ônibus que circula na capital. De acordo com ele, os veículos estão envelhecidos e sem renovação adequada. “O ônibus mais novo das empresas é 2018, quando na realidade a frota deveria ser renovada de oito em oito anos”, explica. O presidente do sindicato destacou ainda episódios recentes envolvendo falhas mecânicas, como portas de ônibus se soltando durante viagens.
O representante da categoria também cobrou maior participação da Prefeitura de Teresina nas negociações envolvendo o sistema de transporte coletivo. Antônio Cardoso afirmou que a ausência do prefeito Silvio Mendes nas discussões dificulta avanços. “Não tem nem como essas negociações acontecerem se o prefeito não participar. O transporte público é essencial para a cidade e a responsabilidade também é do município”, declara.
O sindicato informou que novas paralisações devem ocorrer ao longo da semana como forma de pressão. Caso não haja acordo entre trabalhadores, empresas e poder público, a categoria já marcou greve geral para o dia 25 deste mês. “A gente estendeu esse prazo para ver se alguém chama a categoria para negociar”, conclui Antônio Cardoso.