Após operação da PF, Poti da Sorte segue sem certeza de continuidade de sorteios
Premiação segue suspensa e clientes poderão escolher entre esperar nova data ou pedir devolução
RedaçãoO Poti da Sorte divulgou nesta terça-feira (10/02) novos esclarecimentos sobre a suspensão do sorteio previsto para o último domingo (08/02) , informando que já solicitou à justiça acesso aos fundamentos que motivaram a decisão e que, por enquanto, não há data definida para a realização do sorteio interrompido. A suspensão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Aleatorius , que apura possíveis irregularidades na comercialização de títulos de capitalização no estado.
Em comunicado, a empresa afirmou que, para evitar prejuízos aos clientes, será oferecida a opção de aguardar a definição de uma nova data ou solicitar reembolso. Segundo o Poti da Sorte, os procedimentos para a devolução dos valores serão divulgados nos próximos dias por meio de seus canais oficiais. A empresa reiterou ainda que atua com seriedade e dentro dos parâmetros legais, e que espera regularizar a situação após o esclarecimento dos fatos.
O programa, apresentado aos domingos pelos jornalistas Chico Filho e Vanusa Coelho, que não têm ligação com a investigação, iria sortear três prêmios de R$ 10 mil, um quarto prêmio de R$ 250 mil e 20 giros da sorte de R$ 1 mil, mas não foi ao ar.
De acordo com a Polícia Federal, a operação tem como objetivo interromper a atuação de empresa suspeita de desvirtuar autorizações concedidas pelo órgão competente do Ministério da Fazenda, com indícios de irregularidades na realização de promoções e na destinação dos recursos arrecadados. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Teresina e em cidades do Ceará e de Pernambuco, além da determinação de suspensão das atividades da empresa investigada por decisão da 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.
Durante a ação, cerca de R$ 850 mil em espécie foram apreendidos, além de celulares e documentos que passarão por análise. As investigações apontam ainda indícios de movimentação de grandes valores fora do sistema bancário formal, o que pode caracterizar crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e delitos contra a ordem tributária. As apurações seguem em andamento.