MP manda suspender Corso PeryPery após cachês de R$ 450 mil em Piripiri
Recomendação do MPPI dá 48h para prefeitura responder e cita emergência por estiagem no município
O Ministério Público do Piauí (MPPI) recomendou que a Prefeitura de Piripiri suspenda imediatamente os contratos firmados para o Corso PeryPery 2026, previsto para os dias 6 e 7 de fevereiro. A recomendação foi expedida pela 3ª Promotoria de Justiça de Piripiri e assinada pelo promotor de Justiça Márcio Giorgi Carcará.
A medida foi adotada após análise de documentos que apontam a contratação de atrações artísticas no valor total de R$ 450 mil, sendo R$ 150 mil para o artista O Kannalha e R$ 300 mil para Igor Kannario. Segundo o MPPI, o montante é superior à dotação orçamentária anual prevista para contratações artísticas em 2026.
O órgão ministerial destacou que Piripiri está em situação de emergência reconhecida pelos governos estadual e federal, devido à seca prolongada que atinge o município. Para o MPPI, a destinação de recursos públicos para festividades nesse cenário contraria princípios como moralidade administrativa, economicidade e razoabilidade, além de poder comprometer serviços essenciais à população, como segurança hídrica, saúde e assistência social.
A recomendação estabeleceu prazo de 48 horas para que a gestão municipal informe se irá acatar a orientação. A Prefeitura de Piripiri foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da recomendação.