Ataque a motorista no Aeroporto leva Câmara a rediscutir espaço

O presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Érico Luiz, também defendeu mudanças

A Câmara Municipal de Teresina realizou, nesta segunda-feira (6), uma audiência pública para discutir a regulamentação e a ampliação dos espaços destinados a motoristas de aplicativo e taxistas no Aeroporto de Teresina. O debate foi motivado por conflitos registrados no local, entre eles o caso de um motorista de aplicativo que foi esfaqueado durante um desentendimento com um taxista.

A audiência foi proposta pela vereadora Teresinha Medeiros (MDB), que defendeu a criação de regras para garantir o direito ao trabalho de todas as categorias e evitar novos episódios de violência. Segundo a parlamentar, a falta de organização dos espaços destinados ao embarque e desembarque contribui para os conflitos.

"A audiência pública vai discutir exatamente o que aconteceu com esse trabalhador, que não tem espaço para trabalhar no aeroporto. Somente uma classe de taxistas tem área reservada e os motoristas de aplicativo ficam de fora. Houve esse pai de família que foi desfaqueado exatamente por falta de disciplina na utilização do espaço. Nós queremos que as coisas aconteçam dentro da lei. Nenhum trabalhador pode ser impedido de atuar em um espaço público e a legislação garante esse direito para todos", afirmou Teresinha Medeiros.

O presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Érico Luiz, também defendeu mudanças na organização do aeroporto e afirmou que a categoria enfrenta dificuldades diárias por falta de locais adequados para embarque e desembarque de passageiros.

Segundo ele, além dos conflitos, muitos motoristas acabam sendo autuados por precisarem utilizar fila dupla para atender usuários, inclusive pessoas com deficiência.

"É importante que a categoria não seja multada por conta da falta dessa logística. Hoje o motorista que precisa desembarcar um cadeirante ou um passageiro acaba parando em fila dupla e recebe multa. Isso acontece todos os dias porque Teresina ainda não possui uma legislação que recepcione o transporte por aplicativo. Vamos apresentar uma proposta para que sejam criadas zonas de embarque e desembarque não apenas no aeroporto, mas em outras regiões da cidade", disse.

Érico Luiz informou ainda que o sindicato já protocolou um pedido junto à Prefeitura de Teresina solicitando a criação desses espaços. Segundo ele, a competência para regulamentar as áreas de embarque e desembarque dos aplicativos é do município.

A audiência reuniu representantes dos motoristas por aplicativo, taxistas e do poder público para discutir alternativas que garantam a convivência entre as categorias, ampliem a segurança no aeroporto e organizem o fluxo de veículos no principal terminal aéreo da capital.

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