Caso Master: proposta de Ciro Nogueira para ampliar FGC poderia levá-lo ao colapso
Jornalista Miriam Leitão alerta que aumento do limite de cobertura esgotaria recursos já pressionado
RedaçãoA jornalista econômica Miriam Leitão analisou na GloboNews os riscos da proposta do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) que aumentaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida beneficiaria diretamente Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege depositantes e investidores em instituições financeiras em caso de falência. Segundo Leitão, o fundo já enfrenta pressão financeira severa em razão das dificuldades recentes do Banco Master e de instituições do seu ecossistema, como o Will Bank. Para cobrir os depósitos dessas instituições, o FGC precisou mobilizar entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões, valor equivalente a cerca de metade de seus ativos totais. Para se recapitalizar, o fundo está solicitando sete anos de contribuições antecipadas dos 250 bancos que operam no Brasil.
Nesse cenário, a jornalista avalia que elevar o limite de cobertura para R$ 1 milhão esgotaria ainda mais os recursos disponíveis e poderia levar o fundo ao colapso. Para Leitão, o FGC foi criado para proteger pequenos poupadores e garantir a estabilidade do sistema financeiro, e não para sustentar modelos de negócios de alto risco ou operações financeiras de grande escala.