Pacientes denunciam falta de medicamentos e problemas estruturais no HUT

Pacientes relatam problemas de higiene, climatização e alimentação na unidade hospitalar
Redação

Referência em atendimentos de trauma no Piauí, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) voltou a ser alvo de críticas após denúncias de pacientes sobre as condições da unidade administrada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), vinculada à Prefeitura de Teresina.

Uma paciente publicou nas redes sociais um desabafo relatando ausência de medicamentos básicos, falhas na climatização, infestação de baratas, problemas nos banheiros e alimentação precária durante a internação. A postagem ganhou repercussão e passou a ser compartilhada por moradores da capital. “Vamos dar uma visita lá pra ver a realidade de perto”, afirmou.

Os relatos reforçam queixas recorrentes de usuários do hospital, considerado a maior unidade de urgência do estado. Entre as críticas mais frequentes estão a precariedade estrutural e a dificuldade de manutenção dos serviços básicos.

A responsabilidade administrativa do HUT é da Fundação Municipal de Saúde, vinculada à Prefeitura de Teresina. O custo mensal de funcionamento da unidade gira em torno de R$ 30 milhões, sendo aproximadamente R$ 20 milhões custeados pelo município e R$ 10 milhões oriundos de repasses federais do SUS.

O cenário gera desgaste político. O HUT foi inaugurado em 2008, no primeiro mandato do prefeito Silvio Mendes, e historicamente aparece como uma das principais vitrines da saúde municipal. No entanto, pacientes denunciam atualmente falta de remédios, problemas de higiene, falhas no sistema de ar-condicionado e deficiência na alimentação oferecida.

O espaço da matéria segue aberto para manifestações da Fundação Municipal de Saúde e da Prefeitura de Teresina sobre os relatos apresentados.

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