Ana Maria Braga critica feminicídios e defende prisão perpétua no Brasil
Apresentadora compara leis com a Itália e cobra punições mais duras contra crimes no paísA apresentadora Ana Maria Braga fez um desabafo contundente sobre os casos de feminicídio no Brasil durante o programa Mais Você desta quarta-feira (18). O posicionamento veio após a exibição de reportagens sobre a morte da soldado Gisele Alves, investigada há cerca de um mês, e outro caso recente de agressão contra mulher.
Visivelmente indignada, a apresentadora criticou a recorrência desse tipo de crime no país e comparou a realidade brasileira com a legislação de Itália. Segundo ela, o país europeu registrou cerca de 100 casos de feminicídio em 2025, enquanto, no Brasil, somente em janeiro deste ano, já foram contabilizados 947 novos casos, um cenário que classificou como “assustador”.
Durante o programa, Ana Maria destacou que, desde outubro de 2025, a legislação brasileira prevê penas que variam de 20 a 40 anos de prisão para condenados por feminicídio. Ainda assim, defendeu o endurecimento das punições, citando o modelo italiano, que prevê prisão perpétua.
“A verdade é que nenhuma pena devolve a vida da mulher. A Itália endureceu a lei para mandar um recado claro: violência contra a mulher é crime e não pode ser tolerada. Não canso de levantar essa bandeira aqui. Como sociedade, precisamos dar um basta”, afirmou.
Em tom crítico, a apresentadora também questionou a efetividade do sistema penal brasileiro. Segundo ela, fatores como réu primário, bom comportamento e trabalho durante o cumprimento da pena podem reduzir significativamente o tempo de prisão.
“40 anos é pouco. Se o cara é primário, tem bom comportamento, trabalha na cadeia, pode sair em poucos anos. E eles sabem disso. Se é prisão perpétua, não tem isso. Muda a percepção do indivíduo”, disse. O desabafo repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas mais eficazes no combate à violência contra a mulher no Brasil.