Analistas administrativos da PGM iniciam greve por tempo indeterminado
A greve da categoria tem como pautas centrais as denúncias contra desvios de função e outrosAs diretoras do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm) anunciaram o início e suporte à greve, por tempo indeterminado, dos analistas administrativos da Procuradoria Geral do Município (PGM) que estão reivindicando a gratificação de apoio jurídico e a gratificação de produtividade.
Aprovada na última Assembleia Setorial de analistas administrativas(os) da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), em 29 de novembro, a greve da categoria tem como pautas centrais as denúncias contra desvios de função e pela regulamentação nas atividades dos cargos. A categoria exige a implementação das gratificações de apoio jurídico e de produtividade, além da concessão do reajuste anual de salários.
"A Câmara Municipal realizou Audiência Pública que discutiu a necessidade de implementação das garantias trabalhistas para analistas administrativas(os). Com participação das(os) trabalhadoras(es) do setor, foram reiteradas diversas denúncias como o desvio das funções para as quais foram aprovadas(os) em concurso que são referentes a elaboração de documentos e rotinas administrativas. Na realidade de trabalho, as(os) servidoras(es) desempenham funções complexas que exigem conhecimento principalmente no campo do direito", informou o Sindserm.
Além das funções, a qualificação das(os) profissionais não é acompanhada da devida valorização, segundo o sindicato. "As(os) servidoras(es) têm formação técnica para a função, pós-graduação e cursos de qualificação permanentes e a PMT, além de não implementar as gratificações – jurídica no percentual de 100% e de produtividade no percentual de 40%, também não apresentou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)", completou.
O movimento paredista acontece após inúmeras tentativas de negociação e reuniões onde foram apresentadas as demandas mais urgentes. As(os) servidoras(es) continuam em mobilização para tentar uma mediação entre os órgãos gestores e fiscalizadores, e exigindo uma resolução frente a precarização deste setor do serviço público municipal.