Após ser condenada à prisão, Tatiana obtém laudo para transtorno depressivo grave
Perícia do IML afirma que tornozeleira eletrônica agravou quadro psicológico da parlamentarUm laudo psiquiátrico elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a vereadora Tatiana Medeiros apresenta quadro de transtorno depressivo recorrente em estágio grave e que o uso da tornozeleira eletrônica tem agravado significativamente seu estado de saúde mental.
A perícia foi realizada na última segunda-feira (11/05), por determinação da Justiça Eleitoral, após a defesa da parlamentar solicitar a retirada do monitoramento eletrônico. Os advogados alegam que Tatiana enfrenta um quadro psiquiátrico severo desde que passou a cumprir prisão domiciliar.
Segundo o documento, o uso da tornozeleira tem provocado ataques de pânico, sofrimento psíquico, intensificação do humor depressivo e até planejamento suicida. O médico-legista que subscreveu o laudo concluiu que o quadro é compatível, segundo a Classificação Internacional de Doenças, na sua décima edição, com Transtorno Depressivo Recorrente, atual episódio grave sem sintomas psicóticos.
Os legistas também afirmaram que Tatiana Medeiros precisa de acompanhamento contínuo com psiquiatra e psicólogo, além de reavaliações mensais para monitoramento do quadro clínico. O estudo descarta a existência de transtorno bipolar e aponta que a vereadora não apresenta sintomas compatíveis com episódios maníacos ou hipomaníacos.
Tatiana Medeiros foi condenada a 19 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro ligados às eleições municipais de 2024 em Teresina. A sentença também determinou a perda do mandato parlamentar.
A vereadora está em prisão domiciliar desde que foi presa pela Polícia Federal durante uma investigação que apura crimes eleitorais e suposta ligação com o crime organizado. Ela nega as acusações. De acordo com a defesa, Tatiana está internada há cerca de uma semana em uma clínica de reabilitação em Teresina para tratamento psiquiátrico.
Durante a ida ao IML para realização da perícia, Tatiana Medeiros foi vista chorando na recepção do órgão. Na ocasião, o médico responsável pelo exame confirmou apenas que o procedimento havia sido realizado por determinação judicial e informou que o resultado seria anexado ao processo.
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