Bebê pode ficar cego após Hapvida negar tratamento adequado em Teresina
Pais da criança tiveram de iniciar tratamento de valor bem alto de forma independenteDesde segunda-feira (19/12), o plano de saúde Hapvida Teresina tem sido alvo de denúncias, pois descumpre uma decisão judicial liminar que o obriga a realizar o tratamento essencial para uma criança recém-nascida em um hospital da rede, que pode ficar cega por falta de um tratamento adequado.
A família de um bebê prematuro, que nasceu no Hospital Rio Poty, zona Norte da capial, administrado pela própria operadora do plano, denuncia que a criança permaneceu internada por quase três meses sem receber os cuidados básicos de recém-nascido.
A negligência inclui a ausência do teste do olhinho, resultando em complicações sérias nos olhos do bebê. A falta desses cuidados básicos aumenta o risco de sequelas graves, incluindo a possibilidade de perda da visão.
O advogado que representa a família do bebê, Francisco André, contou ao Conecta Piauí quão crítica é a situação e como isso afeta a criança e também os familiares.
"É uma situação bem complicada, né? Porque o juiz deferiu o pedido de liminar que nós fizemos na justiça. E aí, desde segunda-feira (19/12), que esse mandado foi cumprido lá na sede do Hapvida. E a ordem judicial determina que eles comecem o tratamento imediatamente. Só que, desde então, eles ainda continuam negando, de forma que a criança chegou ao ponto onde corre risco de perder a visão dos dois olhos", reforça.
Além disso, Francisco André também informa que, devido gravidade do caso, os pais do bebê em desespero, mesmo pagando o plano de saúde, tiveram de iniciar tratamento por conta própria, pagando por fora.
"A família desesperada, com medo do filho ficar cego, deram início ao tratamento por eles mesmos, chegando a realizar até um pagamento parcial do início do tratamento para que a criança não viesse a perder a visão, pois ele precisa desse tratamento urgente, né, e aí o pai já pagou lá um valor no hospital da rede credenciada pelo plano de saúde para poder iniciar e a outra parte do tratamento vai dar continuidade a partir do dia 2 de janeiro, porém é um valor muito alto", disse Francisco André.
Mesmo diante da decisão judicial que determina a realização do tratamento, a operadora do plano Hapvida nega-se a cumprir as ordens judiciais, deixando a família angustiada e a saúde do bebê em sério risco. A recusa da operadora em oferecer o tratamento necessário intensifica a apreensão dos familiares, que temem pelas consequências irreversíveis para a saúde ocular da criança.
O Conecta Piauí tentou contato com a assessoria de comunicação da Hapvida mas até o momento não teve resposta.