Boulos destaca cuidoteca como avanço para autonomia de mães universitárias
Ministro afirma que política de cuidados ajuda mulheres a concluir estudosDurante a inauguração da cuidoteca na Universidade Federal do Piauí, em Teresina, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, destacou a importância de políticas públicas voltadas ao cuidado como forma de garantir mais autonomia para mulheres, especialmente aquelas que são mães e estudam.
Segundo o ministro, iniciativas como a cuidoteca podem parecer pequenas à primeira vista, mas têm impacto direto na vida de muitas mulheres que enfrentam dificuldades para conciliar os estudos com a criação dos filhos.
De acordo com Boulos, para mães solo ou estudantes que não contam com uma rede de apoio, ter um espaço seguro para deixar os filhos enquanto frequentam a universidade pode ser decisivo para a conclusão do curso superior. “Para muitas mulheres que vieram da periferia e conseguiram entrar na universidade com muito esforço, a cuidoteca pode representar a possibilidade real de concluir a graduação e transformar sua vida”, afirmou.
O ministro também ressaltou que a iniciativa integra o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta, segundo ele, é ampliar a criação de espaços semelhantes em outras universidades e em diferentes áreas do país.
Durante a fala, Boulos chamou atenção para a sobrecarga enfrentada por muitas mulheres, que acumulam responsabilidades no trabalho, em casa e no cuidado com os filhos. Para ele, a valorização das políticas de cuidado ajuda a enfrentar desigualdades históricas.
“O trabalho de cuidado, na maior parte das vezes, fica sob responsabilidade das mulheres. Muitas enfrentam dupla ou até tripla jornada. Quando o Estado passa a reconhecer e apoiar esse trabalho, com iniciativas como as cuidotecas e a qualificação de cuidadoras, estamos dando um passo importante para mudar essa realidade”, pontuou.
Ainda de acordo com o ministro, ampliar a autonomia das mulheres também contribui para o enfrentamento da violência doméstica. Ele destacou que muitas vítimas permanecem em situações de violência por não terem condições de sustentar ou cuidar dos filhos sozinhas.
“Quando uma mulher tem autonomia, quando tem apoio e oportunidades, o jogo muda. Ela consegue tomar decisões sobre a própria vida e romper ciclos de violência”, concluiu.