Codevasf realiza Dia de Campo e fortalece cajucultura no Piauí
Evento reuniu produtores e apresentou técnicas de manejo, produção e aproveitamento do cajuA Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) promoveu, nesta sexta (20/03), em Santo Antônio de Lisboa-PI, o 1° Dia de Campo da Cajucultura. Além de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva na região, o evento contou com distribuição de mudas e apresentação de novas tecnologias do setor.
A programação do Dia de Campo contou com estações técnicas sobre manejo do cajueiro, implantação da cultura, produção, colheita e pós-colheita, conduzidas por especialistas da área. Com a presença de 250 pessoas, o encontro reuniu produtores, técnicos, empresários do ramo, autoridades políticas e lideranças regionais.
Entre os palestrantes e mentores das oficinas práticas, técnicos da 7ª Regional da Codevasf e de instituições convidadas, como Embrapa Meio Norte, Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) e Cooperativa dos Produtores de Cajuína do Piauí (Cajuespi).
Na oportunidade, os inscritos saborearam pratos regionais à base do caju. No cardápio oferecido aos presentes, bolos, cremes, tortas, farofa, sanduíches, cuscuz, bebidas.
O presidente da Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí, Lenildo Lima, destaca a versatilidade do caju e os principais desafios para os empreendedores do ramo. “Nosso foco é fortalecer a cajucultura, principalmente na compra de produtos e na produção. Trabalhar fortemente no aproveitamento do bagaço do pendúculo e, sobretudo, na cajuína, seja na apresentação da garrafa, da embalagem, testando novidades”, disse.
O superintendente regional da Codevasf no Piauí, Marcelo Castro Filho, ressalta os investimentos recentes executados pela empresa pública na cajucultura piauiense. “A Companhia já distribuiu meio milhão de mudas de caju em 2026. Essa iniciativa contribui para potencializar a atividade, reformar pomares e melhorar a qualidade de vida dos produtores. A produção do caju é uma das culturas que mais mantém a renda das famílias no período de seca”, afirma.
Já o senador Marcelo Castro relembrou que uma das espécies de caju mais cultivadas no estado foi introduzida pelo parlamentar e pela Embrapa. “É um caju de suco, para tirar castanha, com um sabor leve e também de mesa. A cajucultura oferece mais renda aos produtores e dignidade ao homem do campo”, conta.
Temáticas e oficinas
O Dia de Campo teve como metodologia a apresentação de temas distribuídos em três estações montadas na área de pomar de cajueiros. Cada estação abordou um assunto de relevância para a atividade, sendo eles: manejo do cajueiro (escolha das mudas, preparação das áreas, plantio, adubação); pragas e doenças severas no cajueiro, em especial o oídio e a mosca branca; e aproveitamento do pseudofruto na preparação de doces, bolos e bebidas em geral.