CREA-PI alerta para necessidade de intervenção na passarela da ponte do Mocambinho
Comissão de Pontes do Conselho acompanha a estrutura desde o ano passadoEngenheiros da Comissão de Pontes e Grandes Estruturas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), acompanhados pelo presidente Hércules Medeiros, realizaram, nesta terça-feira (10/02), inspeção técnica na ponte Leonel Brizola (ponte do Mocambinho), na zona Norte de Teresina, após relatos da comunidade sobre desníveis e irregularidades na passarela destinada a pedestres, cadeirantes e ciclistas.
A ação integra o monitoramento que o CREA-PI vem realizando na estrutura desde o ano passado, ocasião em que já havia solicitado aos órgãos competentes a apresentação de estudos técnicos e laudos estruturais existentes, a fim de fiscalizar as condições dos elementos estruturais da ponte.
Durante a vistoria mais recente, foi constatado que a superestrutura não apresenta indícios de risco iminente de ruptura. No entanto, foram identificados recalques no aterro de acesso, decorrentes de movimentações do solo e do processo de adensamento ao longo do tempo, além de degradação de elementos da passarela, exigindo intervenções de recomposição e reconstrução para o restabelecimento das condições adequadas de segurança e mobilidade.
“Do ponto de vista estrutural, não há perda de capacidade resistente da superestrutura. Contudo, o recalque do aterro e as falhas nos acessos comprometem o desempenho funcional da ponte, sendo necessárias intervenções com avaliação geotécnica complementar”, destacou o engenheiro civil Cleitmã Oliveira, membro da Comissão.
O presidente do CREA-PI, Hércules Medeiros, ressaltou que o município e os demais órgãos competentes serão oficialmente provocados novamente para apresentar laudos estruturais e estudos técnicos atualizados, permitindo à Comissão fiscalizar as condições reais dos elementos estruturais. “A trafegabilidade da via asfaltada destinada a veículos não está comprometida; entretanto, a via de uso de pedestres, ciclistas e cadeirantes apresenta afundamento, comprometendo sua adequada utilização”, acrescentou Medeiros.