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Fiscalização flagra bombas irregulares e interdita posto no Piauí durante operação

Operação nacional encontra bicos reprovados e autuações em postos piauienses
Redação

O Piauí entrou no radar da Operação 'Tô de Olho - Abastecimento Seguro' após fiscalizações apontarem irregularidades em postos de combustíveis no estado. Dados oficiais mostram que bombas reprovadas, bicos interditados e autos de infração foram registrados durante a ação, que escancarou problemas na quantidade e na qualidade do combustível vendido ao consumidor piauiense.

No estado, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia fiscalizou 15 postos de combustíveis, avaliando 146 bicos de abastecimento. Do total, 106 foram aprovados, 26 reprovados, três interditados e um posto acabou autuado por irregularidades relacionadas à medição do volume entregue ao consumidor.

Paralelamente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis inspecionou 11 postos no Piauí, realizando 58 testes de qualidade dos combustíveis. O resultado foi a emissão de 10 autos de infração por desconformidade com os parâmetros legais, além da coleta de uma amostra para análise laboratorial.

As fiscalizações no Piauí fazem parte de uma operação de alcance nacional que detectou 787 irregularidades em apenas três dias. Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a ação ocorreu simultaneamente no Distrito Federal e em oito estados, com o objetivo de combater fraudes e proteger o consumidor.

Em todo o país, o Inmetro fiscalizou 3.815 bicos de abastecimento em 171 postos, reprovando 735 equipamentos, o que resultou em 241 interdições e 282 autuações. Já a ANP realizou 746 testes de qualidade em 149 postos, aplicando 52 autos de infração, além de interdições e apreensão de equipamentos.

Os postos autuados podem sofrer multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, no caso do Inmetro, e de R$ 5 mil a R$ 5 milhões nas penalidades aplicadas pela ANP, além de possíveis suspensões ou perda da autorização de funcionamento, após processo administrativo.

Os órgãos orientam que os consumidores fiquem atentos a sinais de irregularidade, como ausência do selo do Inmetro, falhas nos mostradores das bombas e falta da medida-padrão de 20 litros. Em caso de suspeita, denúncias podem ser feitas diretamente aos canais oficiais do Inmetro e da ANP.