Primeira exportação de minério marca início das operações do Porto Piauí
Primeiro embarque abre nova rota logística e promete reduzir custos e atrair investimentosO Piauí entrou oficialmente no mapa das exportações marítimas. A Companhia Porto Piauí anunciou o início da fase operacional do Complexo Portuário de Luís Correia com o primeiro embarque de minério de ferro da história do estado, marcando um novo capítulo para a economia piauiense.
A operação começou com a atracação do navio graneleiro Konta II no berço 401 do Terminal de Uso Privado (TUP). Nesta primeira etapa, serão movimentadas mais de 110 mil toneladas de minério por meio do sistema de transhipment, modelo que permite o carregamento de grandes embarcações da classe Capesize, com capacidade para até 200 mil toneladas — uma operação inédita em boa parte dos portos do Nordeste.
Segundo a Companhia Porto Piauí, a nova logística representa um salto de competitividade para a mineração do estado. A empresa Lion Mining assinou contrato de longo prazo para escoar cerca de 10 milhões de toneladas de minério pelo porto, reduzindo em aproximadamente 200 quilômetros o transporte rodoviário e economizando cerca de R$ 9 milhões por navio exportado.
Além da exportação de minério, o porto já prepara novas frentes de operação. Um acordo firmado com a Czarnikow Brasil prevê o embarque de milho e sorgo da safra 2026, com estruturas de armazenagem sendo implantadas nos próximos 90 dias. A expectativa é criar uma alternativa mais eficiente para os produtores piauienses, que atualmente enfrentam elevados custos logísticos em outros portos.
O plano de expansão também contempla o aprofundamento do canal de navegação para 11,5 metros, obras de um terminal de cargas gerais e contêineres, ampliação do terminal pesqueiro e a implantação de uma unidade industrial para processamento de pescado. Outra aposta é o terminal de fertilizantes marinhos, que deverá operar diariamente com capacidade superior a 1.500 toneladas por dia.
A Companhia informou ainda que o Porto Piauí já recebeu autorizações da Receita Federal para operar exportações e importações via Siscomex, além de licenças ambientais e autorizações regulatórias que permitem o funcionamento do terminal. A expectativa é consolidar o porto como uma nova porta de entrada e saída de mercadorias para o Meio-Norte brasileiro, impulsionando investimentos, geração de empregos e desenvolvimento econômico no estado.