Sindipostos divulga dossiê e justifica alta nos combustíveis em postos no Piauí
Segundo o sindicato, o aumento é reflexo direto dos reajustes aplicados pelas distribuidorasEm resposta às críticas de consumidores sobre o aumento nos preços dos combustíveis no Piauí, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Piauí (Sindipostos-PI) divulgou, na última segunda-feira (09/03), uma nota de esclarecimento à sociedade acompanhada de um dossiê com notas fiscais que comprovam o aumento substancial no custo de aquisição da gasolina pelas revendedoras.
Segundo o sindicato, o aumento verificado nas bombas é reflexo direto dos reajustes aplicados pelas distribuidoras, e não uma decisão unilateral dos postos revendedores. A análise comparativa de notas fiscais entre o final de fevereiro e o início de março de 2026 mostra que o custo de compra subiu em média R$ 0,81 por litro em apenas 15 dias.
Os dados apresentados pelo Sindipostos-PI mostram aumentos expressivos entre os revendedores analisados. O Revendedor 01 passou a pagar R$ 6,09 por litro, ante R$ 5,02 em 26 de fevereiro, um aumento de 21,31%, equivalente a R$ 1,07 a mais por litro. O Revendedor 02 registrou alta de 17,53%, com o preço passando de R$ 5,19 para R$ 6,10. Já o Revendedor 03 teve aumento de 13,81%, de R$ 5,21 para R$ 5,93. O Revendedor 04, por sua vez, registrou o maior percentual de alta, de 21,73%, com o custo saltando de R$ 4,97 para R$ 6,05 por litro.
O sindicato aponta que o cenário internacional é o principal fator por trás da escalada dos preços. Tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, pressionaram o barril do petróleo Brent a ultrapassar a marca de US$ 90,00, impactando diretamente o custo de reposição dos combustíveis, influenciado diariamente pelo câmbio e pelas cotações internacionais.
No caso do Piauí, a situação é agravada pela dinâmica logística regional. O estado é abastecido principalmente pelo Porto do Itaqui, no Maranhão, operado por importadores independentes, tradings e distribuidoras regionais e nacionais com grande volume de produto importado. Custos com fretes, seguros e despesas logísticas são repassados diariamente pelas distribuidoras às revendedoras, que ajustam os preços conforme a paridade internacional.