Trump eleva tom contra Irã e ameaça ataque caso acordo não seja firmado
Presidente dos EUA fixa prazo e fala em possível destruição de infraestrutura iranianaO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar o discurso contra o Irã nesta terça-feira (07/04), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência ao prazo estabelecido para que Teerã feche um acordo com Washington e reabra o Estreito de Ormuz.
A declaração foi publicada na rede Truth Social, onde o presidente também mencionou que o desfecho poderá ocorrer “em um dos momentos mais importantes da história mundial”. Apesar do tom alarmista, Trump afirmou não desejar esse cenário, mas indicou que ele seria provável.
O prazo estipulado pelo governo norte-americano se encerra às 20h (horário do leste dos EUA), o que corresponde a 21h em Brasília e 3h30 de quarta-feira (08/04) em Teerã. Segundo Trump, caso não haja acordo, o Irã poderá ser alvo de bombardeios e enfrentar consequências severas.
Nos últimos dias, o presidente reiterou ameaças de ataques a infraestruturas estratégicas iranianas, incluindo pontes, usinas de energia, poços de petróleo e unidades de dessalinização. Em declarações na segunda-feira (06/04), afirmou que os Estados Unidos teriam capacidade de promover “demolição completa” desses alvos até o prazo final.
Especialistas e analistas internacionais apontam que eventuais ataques a estruturas civis podem configurar violações do direito internacional e crimes de guerra, o que amplia a controvérsia em torno das declarações. Do lado iraniano, a reação foi de resistência. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari classificou as ameaças como “infundadas” e “delirantes”, alertando que qualquer nova ofensiva poderá resultar em uma resposta mais ampla e intensa.
Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a postura dos Estados Unidos, classificando-a como parte de uma “guerra injusta e agressiva”, e conclamou a população americana a responsabilizar seu governo pelas possíveis consequências do conflito.
Fonte: CNN Brasil