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Áudio ao Vorcaro pedindo dinheiro derruba Flávio Bolsonaro em mercado de previsões

Pré-candidato despenca após divulgação de gravação sobre pedido de recursos para filme de Bolsonaro
Redação

O mercado de apostas políticas da Polymarket registrou uma forte mudança nesta quarta-feira (13/05) após a divulgação de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O senador, pré-candidato ao Palácio do Planalto nas próximas eleições, teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O empresário teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção cinematográfica.

9h11 desta quarta-feira (13/05), antes da divulgação do áudio, o mercado da Polymarket mostrava Flávio Bolsonaro liderando a disputa presidencial com 42,6% de chances de vitória, contra 39% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No entanto, horas depois, o cenário mudou drasticamente, após divugação do áudio. O novo gráfico da plataforma passou a indicar Lula na liderança com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu para 27%, numa das maiores oscilações recentes registradas pelo mercado de previsão.

A movimentação reforça a leitura de que o mercado reagiu diretamente ao impacto político do caso envolvendo o Banco Master. A linha histórica da plataforma mostra que Flávio vinha em trajetória de crescimento contínuo nos últimos meses, saindo de índices inferiores a 5% até alcançar empate técnico com Lula na faixa dos 40%.

Já Lula apresentou movimento contrário ao longo do período analisado. O presidente iniciou o gráfico próximo dos 60% de favoritismo, perdeu força gradualmente, mas voltou a abrir vantagem após a repercussão do áudio.

Outro destaque recente foi o avanço de Romeu Zema, que alcançou 7,6% e ultrapassou Renan Santos, mantido em torno de 5,8%.

O volume financeiro movimentado na plataforma ultrapassa 70 milhões de dólares, demonstrando forte interesse internacional no cenário político brasileiro.

Apesar da repercussão, especialistas destacam que a Polymarket não funciona como pesquisa eleitoral tradicional. A plataforma opera como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições com base em expectativas sobre acontecimentos futuros. O gráfico, portanto, mede percepção de mercado e comportamento de apostadores, não intenção oficial de voto do eleitorado brasileiro.

OUÇA O ÁUDIO: