Filhas e ex-esposa de Ciro são sócias de empresa citada pela PF em operação
Segundo o Metrópoles, CNFL recebia recursos de empresa ligada a Daniel VorcaroDe acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, familiares do senador Ciro Nogueira integram o quadro societário da CNFL Empreendimentos Imobiliários, empresa apontada pela Polícia Federal como uma das estruturas usadas na movimentação financeira investigada pela Operação Compliance Zero.
Segundo a publicação, as filhas do senador, Eliane Portella Nogueira Lima e Maria Eduarda Portella Nogueira Lazarte, além da ex-esposa do parlamentar, Iracema Maria Portella Nunes Nogueira Lima, aparecem como sócias da empresa sediada no Piauí.
A investigação aponta que a CNFL recebia recursos da BRGD S.A., companhia ligada ao grupo do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.
A Polícia Federal sustenta que os pagamentos atribuídos à chamada “parceria BRGD/CNLF” variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais e teriam como destino final o núcleo ligado ao senador.
Conforme os dados citados pelo Metrópoles, Eliane e Maria Eduarda possuem, cada uma, 47% de participação societária na empresa. Iracema Portella detém 5%, enquanto Ciro Nogueira aparece com 1% das cotas.
Eliane Portella também é apontada como sócia-administradora da companhia. Apesar disso, nenhuma das familiares do senador foi alvo das medidas cumpridas pela Polícia Federal nesta quinta-feira (07/05).
As medidas mais severas recaíram sobre Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira e administrador formal da empresa. Ele foi alvo de busca e apreensão, passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com outros investigados por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Na decisão, a Polícia Federal argumenta que Raimundo possui acesso a documentos e movimentações consideradas relevantes para a investigação, o que justificaria as restrições impostas pela Justiça.
A operação autorizada pelo ministro André Mendonça também cumpriu mandados na residência de Ciro Nogueira, em Brasília, e em empresas ligadas à família do senador em Teresina.
Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que repudia qualquer suspeita de irregularidade envolvendo a atuação de Ciro Nogueira e declarou que o senador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.