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Reinaldo Azevedo diz que emenda de Ciro agrava situação em investigação

Jornalista comentou operação da PF e afirmou que proposta favorecia bancos médios
Redação

O jornalista Reinaldo Azevedo comentou a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira e afirmou que a apresentação de uma emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) representa um dos pontos mais delicados da investigação envolvendo o parlamentar.

Durante análise repercutida pelo Metrópoles, Reinaldo afirmou que a situação é “complicada” para o senador por envolver diretamente a atuação parlamentar dele.

“Pois é. Aí é que tá, veja, não tô dizendo que seja o único problema, né? Mas esse é, sem dúvida nenhuma, uma coisa complicada para o senador. Porque ele tem um mandato, é um homem público e fez efetivamente essa emenda”, declarou o jornalista.

A investigação da PF aponta que Ciro Nogueira teria apresentado uma proposta para ampliar o limite do Fundo Garantidor de Crédito, passando de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo os investigadores, a medida beneficiaria diretamente bancos médios, entre eles o Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Reinaldo Azevedo relembrou que conversas atribuídas a Vorcaro já haviam mostrado entusiasmo do empresário com a atuação do senador.

“Essa história da proposta do Ciro, nós já vimos, porque vazaram conversas do Vorcaro com a então namorada, em que ele fala: ‘olha, o Ciro fez isso, tal, isso é ótimo para os bancos médios’. E o Master era considerado um banco médio”, afirmou.

O jornalista também criticou a possibilidade de aumento do limite de cobertura do FGC diante dos riscos do mercado financeiro.

“O consenso é o seguinte: se com o limite de 250 mil já aconteceu o que aconteceu com o fundo garantidor, você imagina se fosse de um milhão”, disse.

Na fala, Reinaldo ainda comentou a comercialização de produtos financeiros ligados ao banco investigado.

“Muita gente lucrou com isso também. Porque, afinal de contas, se era arriscado, não vendesse”, completou.

A operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ciro Nogueira, incluindo a residência do senador em Brasília e empresas da família em Teresina. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento de interesses privados dentro do Congresso Nacional.

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