Wellington guarda 'munição' para a PEC da 6x1 no Senado
O ministro já havia dito, em Teresina, que está "se virando nos 30" por conta das eleições e MDSA redução da jornada de trabalho pela PEC da escala 6x1 ainda não tem data para 'desembarcar' no Senado, mas nos o Governo Federal quer celeridade na movimentação e ela já começou.
Tratada pelo Palácio do Planalto como uma das principais bandeiras sociais para a disputa presidencial de 2026, a proposta permanece à espera da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por definir o momento político da votação.
Quando esse momento chegar, o governo pretende entrar em campo com força máxima, para aprovar a reforma trabalhista.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, confirmou que deixará temporariamente o cargo na Esplanada para reassumir sua cadeira no Senado e votar favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição que reduz a carga horária dos trabalhadores formais brasileiros.
O gesto tem peso mais político do que numérico. No entorno governista é de que a PEC da 6x1 pode se transformar em uma das vitrines sociais da campanha de reeleição do presidente Lula, funcionando como uma espécie de contraponto às pautas econômicas tradicionalmente exploradas pela oposição.
A estratégia da base é construir um esforço concentrado para aprovar o texto sem alterações consideradas traumáticas, evitando reabrir negociações que possam atrasar ou descaracterizar a proposta.
No Senado, porém, a contagem regressiva ainda depende de um único movimento: a decisão de Davi Alcolumbre de colocar a matéria em votação.
Até lá, o governo organiza a 'tropa' e guarda votos para a hora do apito inicial.