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Piauí vai ter Instituto de Oncologia com investimento de mais de R$ 4 milhões

Estrutura vai unir pesquisa, tecnologia e prática clínica no desenvolvimento de novas terapias
Redação

O Piauí passa a integrar o seleto grupo de estados com investimentos estruturados em pesquisa oncológica avançada com a criação do primeiro instituto voltado à oncologia translacional e terapias gênicas. A iniciativa será sediada na Universidade Federal do Piauí e contará com aporte superior a R$ 4,1 milhões, envolvendo recursos estaduais e federais.

O financiamento é fruto de uma articulação entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Do total, cerca de R$ 2,99 milhões serão destinados pelo CNPq, enquanto a Fapepi investirá mais de R$ 1,18 milhão, evidenciando o fortalecimento das políticas públicas de ciência no estado.

A proposta foi aprovada na Chamada Nacional dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e resultou na criação do INCT de Oncologia Translacional, Inteligência Artificial e Terapias Gênicas (ONCOTTGEN). Trata-se do primeiro instituto do tipo no Piauí com foco específico em oncologia, integrando pesquisa científica, inovação tecnológica e aplicação clínica.

A estrutura será instalada no Centro de Ciências da Saúde da UFPI, em parceria com o Hospital Universitário, o que permitirá a aproximação entre pesquisa e atendimento à população. O objetivo é desenvolver estudos avançados em terapias gênicas abordagem que utiliza modificações genéticas para tratar doenças, além de incorporar o uso de inteligência artificial para diagnóstico e personalização de tratamentos contra o câncer.

O projeto foi idealizado pelo professor João Marcelo de Castro e Sousa, coordenador de Pesquisa e Inovação da UFPI e do Laboratório de Pesquisa em Genética Toxicológica (LAPGENIC). A iniciativa reúne uma equipe multidisciplinar, com a participação dos pesquisadores Paulo Michel Ferreira, Dalton Dittz e Felipe Cavalcanti, além de colaborações com instituições nacionais e internacionais.

A proposta prevê a criação de uma rede de pesquisa voltada ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, com foco nas demandas regionais e na ampliação do acesso a tratamentos inovadores. A formalização do projeto ocorreu em 27 de março, com a assinatura do Termo de Outorga entre o INCT e a Fapepi. Para o presidente da fundação, João Xavier, o investimento representa um avanço significativo na capacidade científica do estado, posicionando o Piauí como um polo emergente em pesquisas de alto impacto na área da saúde e inovação tecnológica.