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Saiba como tirar a carteira de identificação para pessoas autistas no Brasil

Documento gratuito garante atendimento prioritário e facilita o acesso a direitos previstos em lei
Redação

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direito à Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), documento criado para facilitar a comprovação da condição e garantir o acesso prioritário a serviços públicos e privados. O direito foi instituído pela Lei Federal nº 13.977/2020, conhecida como Lei Romeo Mion.

A carteira reúne informações básicas do beneficiário e pode ser apresentada em situações que exijam a identificação da condição de pessoa autista. Com ela, é possível ter acesso facilitado a atendimentos prioritários em áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, transporte e outros serviços previstos na legislação. O documento também evita que a pessoa precise portar laudos médicos em diversas situações do dia a dia.

A emissão da Ciptea é gratuita, mas os procedimentos variam de acordo com cada estado ou município. Em algumas localidades, a solicitação pode ser feita pela internet; em outras, é necessário comparecer presencialmente a órgãos responsáveis pela política de inclusão ou assistência à pessoa com deficiência.

Como solicitar a carteira

De forma geral, o interessado deve procurar o órgão responsável pela emissão da Ciptea em seu estado ou município e preencher um cadastro com os dados do beneficiário.

Documentos normalmente exigidos:

  • RG e CPF da pessoa com autismo;
  • Certidão de nascimento, quando aplicável;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Foto recente;
  • Laudo médico com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), contendo o CID e a identificação do profissional responsável;
  • Documentos do responsável legal, quando a solicitação for feita por pais, tutores ou curadores;
  • Documento que comprove tutela, curatela ou representação legal, quando necessário.

Após a entrega dos documentos, o pedido passa por análise do órgão responsável. O prazo para emissão varia conforme a localidade. Em diversos estados, a carteira já está disponível em formato digital, permitindo acesso rápido pelo celular.

Especialistas destacam que a Ciptea não cria novos direitos, mas facilita o exercício daqueles já garantidos por lei. Além de assegurar atendimento prioritário, o documento contribui para a inclusão social e para a redução de situações de constrangimento enfrentadas por pessoas autistas e seus familiares.