Delegado de Timon rebate acusação de perseguição a servidora
A defesa do delegado afirma que as denúncias teriam sido motivadas por uma suposta retaliaçãoO delegado da Polícia Civil do Maranhão, Michel Sampaio, divulgou um posicionamento público rebatendo as acusações de assédio moral, perseguição e violência psicológica feitas por uma servidora da corporação. A manifestação foi apresentada por meio de um direito de resposta encaminhado após a publicação de uma reportagem do portal GP1, de Teresina, na manhã desta terça-feira (21/07).
No documento, a defesa do delegado afirma que as denúncias apresentadas pela oficial investigadora de polícia não correspondem à realidade e sustentam que elas teriam sido motivadas por uma suposta retaliação, após a instauração de procedimentos administrativos e criminais para apurar possíveis irregularidades funcionais envolvendo servidores do 1º Distrito Policial de Timon.
Investigação interna
Segundo a defesa de Michel Sampaio, no início de 2026 foi iniciada uma apuração interna após denúncias sobre baixa produtividade e possíveis irregularidades na unidade policial.
De acordo com o direito de resposta, durante a análise do aparelho celular funcional da delegacia foram identificados registros de geolocalização considerados incompatíveis com a atividade policial. A partir dessas informações, o delegado solicitou imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial para verificar a movimentação de servidores e de uma viatura oficial.
Ainda conforme a manifestação, as imagens teriam registrado a entrada de uma caminhonete Toyota Hilux, utilizada pelo 1º Distrito Policial de Timon, em um motel da cidade no dia 9 de março de 2026. A defesa afirma que o veículo era utilizado habitualmente pela oficial investigadora.
O documento também relata que, naquela data, a servidora havia solicitado dispensa do expediente alegando que levaria a filha para atendimento médico. Entretanto, segundo a representação encaminhada à Corregedoria, a viatura teria sido utilizada para finalidade diferente da informada à chefia.
Diante dos fatos, Michel Sampaio comunicou o caso à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão para apuração de possíveis irregularidades funcionais.
Defesa fala em retaliação
Os advogados do delegado afirmam que a servidora somente procurou a Delegacia Especial da Mulher após ser oficialmente comunicada da existência do procedimento instaurado pela Corregedoria para investigar sua conduta funcional.
Segundo a defesa, a policial registrou um boletim de ocorrência imputando ao delegado os crimes de perseguição, ameaça, difamação e violência psicológica, alegando que cobranças relacionadas ao serviço caracterizariam perseguição pessoal.
O direito de resposta, no entanto, sustenta que todas as medidas adotadas por Michel Sampaio decorreram exclusivamente de sua atuação como autoridade policial e tinham como objetivo apurar possíveis irregularidades administrativas.
A defesa afirma ainda que a denúncia busca descredibilizar a investigação conduzida pelo delegado e impedir o avanço das apurações em andamento na Corregedoria. Segundo os advogados, os levantamentos de geolocalização mencionados pela servidora foram obtidos por meio de solicitações oficiais a órgãos públicos, sem qualquer monitoramento clandestino.
Licença para tratamento de saúde
O direito de resposta também esclarece que Michel Sampaio não foi afastado definitivamente da titularidade do 1º Distrito Policial de Timon.
Conforme portaria da Polícia Civil anexada à manifestação, o delegado está em licença para tratamento de saúde por 90 dias, no período de 1º de julho a 28 de setembro de 2026, motivo pelo qual deixou temporariamente o comando da unidade.
Enquanto isso, os procedimentos envolvendo as supostas irregularidades funcionais mencionadas pela defesa seguem em tramitação nos órgãos competentes.
( Com informações do portal GP1, de Teresina)