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Após ser barrado, 'gay de direita' critica articulação de Flávio Bolsonaro

Pré-candidato afirmou que eventos fechados afastam apoiadores e cobrou maior aproximação
Redação

O influenciador e pré-candidato a deputado federal João Pedro Sastre, que se identifica nas redes sociais como 'gay de direita', criticou a articulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após afirmar que foi impedido de participar de uma agenda do parlamentar na Baixada Santista. Segundo Sastre, mesmo sendo apoiador do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele foi barrado porque seu nome não constava na lista de convidados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, João Pedro disse que saiu de Santos até Guarujá para participar do encontro, mas não conseguiu entrar no evento. Ao comentar o episódio, ele afirmou que esse tipo de estratégia acaba afastando a base bolsonarista.

João Pedro Sastre afirmou: "Sou um apoiador fiel do Flávio Bolsonaro, mas quero deixar registrado que esse é um dos motivos que talvez faça o Lula ter força. Enquanto a esquerda faz eventos abertos ao público, a direita faz reuniões fechadas. Eu fiquei decepcionado porque fui barrado de entrar simplesmente porque meu nome não estava na lista"

O pré-candidato também criticou a condução política na região e afirmou que pretende reavaliar seu posicionamento diante da situação.

"Essas pequenas atitudes mostram quem realmente são as pessoas. Aqui existe um monopólio político. Eu não sou uma pessoa para ser deixada de escanteio. Eu dou o meu valor", declarou.

Após a repercussão do vídeo, João Pedro informou que recebeu uma resposta de Flávio Bolsonaro, atitude que elogiou. Apesar disso, voltou a questionar a estratégia adotada pela equipe do senador em agendas consideradas restritas.

João Pedro afirmou: "Achei muito bonita a atitude do Flávio de me responder. Mas quando for fazer agenda fechada, não anunciem. As pessoas querem encontrar o Flávio porque veem nele o Jair Bolsonaro. Se vai ser um evento restrito, não faz sentido divulgar"

Na sequência, ele também direcionou críticas aos responsáveis pela organização política de Flávio Bolsonaro na Baixada Santista, defendendo que a direita precisa estar mais próxima da população.

"Santos é uma das cidades mais bolsonaristas. Quem está coordenando o trabalho aqui não representa a direita da Baixada. Grupinho de seis ou sete pessoas não faz efeito nenhum. A gente quer um país melhor, mas determinadas atitudes da direita acabam dando mais motivo para as pessoas olharem para o outro lado", concluiu.