Suzane von Richthofen tenta liberar corpo do tio encontrado morto em casa
Assassina condenada por matar os próprios pais estave ontem na 27º DP de São Paulo.Suzane von Richthofen foi ontem (11) à 27ª Delegacia de Polícia, na zona Sul de São Paulo, tentar liberar o corpo do tio, Miguel Abdala Netto, encontrado morto em casa na última sexta-feira (9), no Campo Belo. A Polícia Civil investiga a morte do tio da assassina como um caso suspeito. As informações são do jornalista Ulisses Campbell, do O GLOBO.
Miguel era médico e morava sozinho. Não tinha cônjuge, filhos, irmãos ou pais vivos além de Suzane e Andreas von Richthofen. No DP, Suzane argumentou que era a única parente próxima de Miguel. A movimentação abriria caminho para que ela herdasse os bens deixados pelo médico, um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões.
O pedido da assassina condenada, no entanto, foi negado. Suzane então foi ao fórum e entrou com uma solicitação de tutela para tentar reverter a situação.
A morte do médico é investigada pela polícia, que aguarda o resultado dos exames periciais e toxicológicos. Na madrugada da morte de Miguel, o portão da casa onde ele foi encontrado morto amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”.
Não foi somente Suzane que tentou liberar o corpo de Miguel. Sua prima de primeiro grau e ex-companheira, Silvia Magnani, também entrou com o pedido, que foi negado. Ela afirmar torcer para que Miguel tenha deixado um testamento. Segundo ela, durante o período em que se relacionou com o médico, Miguel “falava horrores da sobrinha” e que não pretendia deixar nada de sua herança para ela.
Após o assassinato de Manfred e Marísa von Richtofen, a herença foi deixada para o filho mais novo do casal, Andreas, irmão de Suzane, que hoje vive isolado em um sítio no litoral paulista. Apesar das diversas tentativas, a assassina condenada, que hoje cumpre a pena de 39 anos em liberdade, não conseguiu acesso à fortuna da família.