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Coluna com o economista e advogado Valmir Falcão, que vai abordar temas que envolvem o mercado financeiro do Piauí, do Brasil e do Mundo.

PIX supera TED e DOC e lidera 51% das operações financeiras

Com automação, mais segurança e integração ao Open Finance, sistema amplia uso no comércio
Redação

O sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o PIX , cresce a cada mês, transformando  este  sistema de pagamentos instantâneo em uma ferramenta de transferências de valores para uma plataforma financeira completa. Já sendo copiado por outros  países como Argentina e Colombia.

Em 2025, ano que levou o sistema para outro patamar, a agenda do PIX  previa novas camadas de automação e segurança, o que permitiu expandir seu uso no comércio e na rotina financeira de milhões de brasileiros.

As evoluções do PIX  previstas pelo BC incluíam diversos aprimoramentos, como integração com o Open Finance, uso do sistema para iniciação de pagamentos, PIX  Automático, PIX  por Aproximação, PIX  Recorrente e a pavimentação do caminho para o PIX  Internacional.

O ano de 2025, simbolizou  um  período em que o PIX,  de fato, mudou sua forma de utilização tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. A evolução do PIX  ultrapassa a função de ser um simples substituto do TED e do DOC e o consolida como o principal pilar do ecossistema financeiro digital brasileiro. Para se ter uma ideia, somente no primeiro semestre de 2025, as transações via sistema de pagamentos instantâneos subiram 27,6%, o que equivale a 36,9 bilhões de operações no período, segundo os dados do Banco Central.

O levantamento mostrou ainda que o PIX  foi o instrumento de pagamento que os brasileiros mais utilizaram, responsável por quase 51% de todas as operações financeiras no período.

A evolução do Pix  em 2025  passou também pela implementação de novas camadas de automação e segurança, fundamentais para a estabilidade do sistema. Um exemplo é o fortalecimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que acelera o bloqueio e a recuperação de fundos em caso de fraude ou golpe. Além disso, as principais novidades do Pix em 2025 foram voltadas para a automação de processos e melhoria da experiência de compra.

Em vez de lançar apenas ferramentas de transferência, o Banco Central desenvolveu soluções que reduziram o atrito nas transações e aumentaram a previsibilidade para empresas e consumidores, como a implementação do Pix Automático para pagamentos recorrentes e o aprimoramento do Pix Cobrança com a inclusão de juros e multas.

Na prática, as recentes evoluções do Pix capacitam a ferramenta para competir diretamente com meios de pagamento mais antigos, como cartões de crédito e boletos, porém, como uma alternativa de baixo custo, instantânea e altamente eficiente.

Essa nova fase da jornada demonstra que o Banco Central busca transformar o Pix em uma plataforma multifuncional, apta a suportar desde pagamentos pontuais em lojas físicas até assinaturas mensais complexas e operações de crédito.

Embora ainda em fase de discussão e planejamento, o Banco Central avança com estudos para permitir transações do Brasil para o exterior, em tempo real, via Pix. O objetivo é criar conexões com outros sistemas de pagamentos instantâneos globais para simplificar remessas e operações financeiras transfronteiriças. A internacionalização representa um passo ambicioso que posiciona a evolução do Pix no cenário financeiro global.

O desafio consiste em integrar o sistema brasileiro a iniciativas globais, como o Nexus (plataforma de pagamentos instantâneos internacionais) ou criar acordos bilaterais com outros países.

Por fim, com a vinda do Pix Internacional será a drástica redução de custos e tempo nas remessas de dinheiro, o que beneficiará o comércio exterior, turistas e trabalhadores que enviam recursos para o Brasil ou recebem do exterior.

Valmir Martins Falcão Sobrinho

Economista e Advogado