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Taxa de até R$ 4,5 mil para corridas de rua provoca polêmica no Piauí

Organizadores alegam inviabilidade financeira; federação diz seguir padrão nacional

A exigência da autorização técnica conhecida como permit para a realização de corridas de rua no Piauí, a partir de janeiro de 2026, tem gerado forte reação entre organizadores de eventos esportivos. A taxa, cobrada pela Federação Piauiense de Atletismo (FPI), varia conforme o número de atletas inscritos e pode chegar a R$ 4.500 por percurso, o que, segundo organizadores, inviabiliza provas de pequeno e médio porte.

Responsável pela organização de corridas há 15 anos com a Zeroitomeia, Daniel França criticou a forma como a cobrança foi anunciada e o valor estabelecido. Ao avaliar o impacto financeiro, ele afirmou que a taxa está fora da realidade local e não oferece contrapartidas aos organizadores. “A federação chegou cobrando um valor fora do normal, sem oferecer nada, e desse jeito não funciona, porque para cobrar qualquer valor ela precisa oferecer campeonatos e benefícios aos organizadores”, declarou.

Daniel também ressaltou que eventos menores não têm margem financeira para arcar com a taxa, citando provas com inscrições populares e baixo retorno financeiro. Ao comentar sua próxima corrida, ele afirmou que seguirá com o evento mesmo sem a autorização. “Tenho prova agora dia 3, não vai ter permit porque isso foi lançado agora, e eu não vou pagar R$ 750 para uma federação que não me oferece nada”, afirmou.

A tabela divulgada pela FPI estabelece cobrança de R$ 750 para provas com até 300 atletas, podendo chegar a R$ 4.500 para eventos com mais de 2 mil corredores. Em provas com mais de um percurso, o valor é multiplicado. A federação confirmou, por exemplo, que um evento com dois percursos e mais de 2 mil atletas teria custo total de R$ 9 mil em permit.

Questionada sobre as críticas, a presidente da Federação Piauiense de Atletismo, Maria da Paz, afirmou que os valores seguem normas nacionais da Confederação Brasileira de Atletismo. Ao explicar a finalidade da taxa, ela destacou que o permit garante padronização e segurança jurídica. “Os preços seguem a Norma 7 da CBAt e fazem parte do planejamento normal de eventos esportivos, com o objetivo de assegurar regularidade técnica e homologação dos resultados, e não de onerar o atleta”, afirmou.