Em Pauta

Mais mulheres no mercado de trabalho, menos igualdade no salário

O retrato do trabalho formal no Piauí

O Piauí fechou 2025 com 113,2 mil vínculos formais em grandes empresas (com 100 ou mais empregados). Desse total, 45,8 mil são ocupados por mulheres, e a maioria delas é negra: 82,5% (37,8 mil). Entre os homens, o perfil se repete: 85,7% dos 67,3 mil trabalhadores também são negros.

Os dados mostram avanço na inclusão, especialmente de mulheres negras, em linha com o cenário nacional, onde essa população teve crescimento de 29% no emprego formal entre 2023 e 2025, com mais de 1 milhão de novas contratações.

Mas a renda ainda revela desigualdade. No Piauí, mulheres recebem, em média, R$ 2.680, contra R$ 2.911 dos homens. O recorte racial aprofunda a diferença: mulheres negras ganham R$ 2.505, enquanto mulheres não negras chegam a R$ 3.501. Entre os homens, negros recebem R$ 2.734 e não negros, R$ 3.980.

No país, a diferença salarial também cresceu: mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que os homens. Hoje, 21,5% das grandes empresas no Piauí adotam políticas de incentivo à contratação feminina. É um avanço, mas os números deixam claro: o acesso ao emprego aumentou, a igualdade salarial ainda não.

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