Em Pauta

Queimadas no Piauí ultrapassam os 4 mil registros em quase 80% das cidades

Todos esses dados são do INPE, que é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

O Piauí ultrapassou a marca de 4 mil queimadas esse ano. O Estado aparece como terceiro com o maior registro de incêndios do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia e Maranhão. No entanto, mesmo mostrando crescimento, os números piauienses ainda são 10% menores que o verificado no mesmo período de 2023.

Todos esses dados são do INPE, que é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e foram calculados de primeiro de janeiro até o dia 10 de setembro. Nesse tempo, os satélites observaram 4.056 focos de incêndios no Piauí. Só nos dez primeiros dias deste mês já foram 1.137, quase um a cada 12 minutos. Conforme os especialistas, a tendência é de alta até o final do ano.

Outro ponto que chamou a atenção é que 177 das 224 cidades piauienses, ou seja, quase 80% do total, já registraram pelo menos uma queimada esse ano. Uruçui, com 352 queimadas, Baixa Grande do Ribeiro, com 234 focos, e Floriano, com 210 incêndios, são os três primeiros colocados nesse ranking municipal.

Foto: Reprodução
Queimadas

Diante desse quadro, a Secretaria de Estado da Defesa Civil (Sedec) e o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) fortaleceram uma importante parceria, para a realização de ações estratégicas e emergenciais no combate às queimadas e incêndios. A Sedec apresentou seus serviços e compartilhou informações sobre monitoramento e ações de prevenção e resposta, como a construção de um Plano de Combate a Incêndios e Queimadas.

Segundo o diretor de Prevenção e Mitigação da Sedec, Werton Costa, trata-se de uma importante parceria, onde o Ministério Público se propôs a acompanhar a Defesa Civil em ações educativas para o combate às queimadas em centros florestais.

“Para a Defesa Civil é muito importante essa aproximação, porque o Ministério Público tem uma atuação muito forte em temas que são de competência da Defesa Civil, sobretudo a esfera ambiental, da segurança, da saúde pública. A Defesa civil pôde compartilhar informações importantes sobre monitoramento, mas também sobre as construções que estão sendo feitas para tornar mais eficiente as ações de prevenção, resposta e combate a queimadas, dentre elas, a construção do nosso Plano de Combate a Incêndios e Queimadas”, disse o diretor.

De acordo com Werton Costa, o Ministério Público se colocou à disposição para subsidiar a construção desse plano com informações e participar ativamente do processo de acompanhamento das ações da Defesa Estadual.

Foto: Conecta Piauí
Incêndio

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