Gato-mourisco é resgatado em Castelo do Piaui e passa por reabilitação no Cetas
Ela estava desidratada, com sinais claros de debilidade e precisando de socorro imediatoUm gato-mourisco foi encontrado ferido às margens de uma rodovia em Castelo do Piauí. Jovem, fêmea, possivelmente vítima de atropelamento. Desidratada, com sinais claros de debilidade, precisando de socorro imediato.
O primeiro gesto de cuidado veio da ONG Abrace Essa Causa, que acionou a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Batalhão de Polícia Ambiental. Depois do atendimento emergencial, o animal foi levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde recebe acompanhamento especializado.
De acordo com Danielle Melo, gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, a resposta ao tratamento é positiva. O comportamento mais dócil do que o habitual pode estar ligado ao estado clínico ainda fragilizado. Atualmente, o Cetas mantém mais de 150 animais silvestres em recuperação. Somente este ano, 58 deram entrada, muitos vítimas de maus-tratos ou do tráfico.
Embora o gato-mourisco seja classificado como “Pouco Preocupante” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, no Brasil ele aparece como Vulnerável na Lista Vermelha do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A perda de habitat e os atropelamentos seguem entre as principais ameaças.
Também conhecido como jaguarundi ou gato-vermelho, o Herpailurus yagouaroundi é um felino de hábitos discretos, solitário, mais ativo durante o dia. Vive em áreas de Cerrado, Caatinga, florestas e manguezais. Raramente é visto, mas sente, como poucos, o impacto do avanço das estradas sobre o seu território.
O resgate em Castelo do Piauí é mais do que um atendimento veterinário. É um alerta. A fauna silvestre pede passagem, e cuidado.