Piauí registra alta nos desaparecimentos em 2025 e acende alerta
No cenário nacional, o problema também se agravou.Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) acendem um sinal de alerta no Piauí. Ano passado, exatas 744 pessoas foram registradas como desaparecidas no estado, número 20,8% maior que o contabilizado em 2024. A alta interrompe uma sequência de reduções anuais e reposiciona o tema no centro do debate sobre políticas públicas de busca e prevenção.
No cenário nacional, o problema também se agravou. O Brasil superou 84 mil registros de desaparecimentos em 2025, o maior número desde o início da série histórica, em 2015, acima inclusive dos patamares do período pré-pandemia. Pela Lei nº 13.812/2019, pessoa desaparecida é todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, independentemente da causa.
Os dados revelam diferenças por sexo e idade. Entre crianças e adolescentes, mais de 60% dos desaparecidos são meninas. Já considerando todas as faixas etárias, 59% dos registros são de homens. Segundo especialistas, a informação ajuda a identificar desigualdades, embora ainda não explique as causas dessa diferença.
Em relação a menores de 18 anos, o Piauí contabilizou 34 casos em 2025, o equivalente a um desaparecimento a cada 100 mil habitantes. No Brasil, foram 23.919 ocorrências, média de 66 por dia, alta de 8% em relação ao ano anterior. Do total nacional, 61% eram do sexo feminino.
Casos recentes ajudam a dimensionar o impacto humano por trás das estatísticas. No Maranhão, o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, mobiliza há semanas a zona rural de Bacabal. As buscas contam com o apoio do protocolo Amber Alert, mecanismo acionado em situações de risco e que, segundo especialistas, tem sido decisivo na localização de crianças desaparecidas.