MPPI cobra providências após superlotação em transporte escolar de União
O órgão determinou que dentro do mesmo prazo, seja realizada uma vistoria completa dos veículosO Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio do promotor de Justiça Rafael Maia Nogueira, expediu uma recomendação à Prefeitura de União para que adote providências imediatas diante de irregularidades no transporte escolar do município. A medida foi tomada após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no dia 25 de março de 2025, que mostra estudantes sendo transportados de forma superlotada em um ônibus escolar, situação que expõe crianças e adolescentes a risco. (Veja o vídeo no final da matéria)
No documento, datado de 31 de março, o MPPI estipula prazo de 15 dias corridos para que o prefeito e a secretária municipal de Educação adotem medidas eficazes que acabem com a superlotação nos veículos. Entre as ações exigidas estão a reorganização de rotas, horários e o reforço da frota, com veículos adicionais, assegurando o respeito à capacidade máxima de cada ônibus escolar.
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O órgão também determina que, dentro do mesmo prazo, seja realizada uma vistoria completa em todos os veículos usados no transporte escolar, incluindo a verificação da documentação dos condutores e veículos, estado de conservação, itens de segurança obrigatórios, além da conformidade com as normas de trânsito para esse tipo de transporte.
Além disso, o MPPI recomenda que, no prazo de 30 dias, a gestão municipal implante um sistema efetivo de fiscalização do transporte escolar. O controle deve incluir o registro diário do número de alunos transportados por veículo, a designação de fiscais responsáveis por monitorar o serviço, a criação de um canal para denúncias e a aplicação de sanções em caso de descumprimento das normas de segurança.
Por fim, o promotor orienta a elaboração de um plano de ação contendo um diagnóstico da situação atual do transporte escolar em União, as medidas emergenciais já adotadas e o planejamento de médio e longo prazo para garantir a qualidade e a segurança no serviço. O não cumprimento da recomendação poderá resultar em responsabilizações civis, administrativas e penais.
Veja o vídeo: