Piauí supera 117 mil bovinos abatidos e consumo de carne dispara em 2024
Em 2024, 26 das 27 unidades da federação ampliaram seus abatesO consumo de carne voltou a crescer entre os piauienses em 2024. É o que mostra o levantamento mais recente do IBGE, que registrou 117,1 mil bovinos abatidos no estado no ano passado — um aumento expressivo de 32,1% em relação a 2023. Com isso, o Piauí voltou a ultrapassar a marca dos 100 mil abates, algo que não ocorria desde 2020, quando o volume foi de 107,1 mil.
O desempenho do estado se destacou nacionalmente. Enquanto o Piauí cresceu mais de 30%, o Brasil teve um avanço médio de 15,2% no abate de bovinos, atingindo 39,27 milhões de cabeças — 5,17 milhões a mais que no ano anterior. O número representa um recorde na série histórica da pesquisa, superando o antigo pico de 2013, com 34,41 milhões.
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Segundo o IBGE, esse crescimento tem como base o aumento da oferta de animais, principalmente fêmeas, que somaram 16,9 milhões de cabeças — alta de 19% — reflexo da fase de baixa do ciclo pecuário, iniciada em 2022. No Piauí, a movimentação total de bovinos, incluindo entradas e saídas do estado, também foi significativa: mais de meio milhão de cabeças circularam (504.636), 10% acima do registrado em 2023.
O bom momento da pecuária foi impulsionado ainda pelas exportações recordes de carne bovina in natura, que alcançaram 2,55 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os embarques de carne de frango e suína também bateram recordes em volume e faturamento. Mesmo com o aumento da demanda, o preço médio da arroba da carne bovina se manteve estável em relação a 2023, de acordo com dados do Cepea/Esalq.
“A melhora da economia interna, o aumento da renda, a queda no desemprego e a maior procura por carne dentro e fora do país explicam o desempenho mais forte do setor. O Brasil continua sendo um dos líderes globais em produção e exportação, graças ao nosso padrão sanitário rigoroso”, destacou a gerente da pesquisa, Angela Lordão.
Em 2024, 26 das 27 unidades da federação ampliaram seus abates. Os maiores aumentos ocorreram em Mato Grosso (+1,14 milhão de cabeças), Minas Gerais (+670 mil), São Paulo (+558 mil), Pará (+551 mil), Goiás (+472 mil) e Mato Grosso do Sul (+456 mil). A única exceção foi o Rio Grande do Sul, com queda de 153,5 mil animais. Mato Grosso segue liderando o ranking nacional, respondendo por 18,1% do total de bovinos abatidos no país.