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Sua página diária sobre os bastidores político piauiense com o jornalista Heitor Carvalho. Análises, opinião e a conjuntura dos três poderes no seu portal Conecta Piauí.

Gracinha Mão Santa diz sofre que misoginia na política e destaca aprovação de PL

Deputada destacou à coluna que 'PL da Misoginia é grande passo para as mulheres'

A deputada estadual Gracinha Mão Santa (MDB) comentou nesta quinta-feira (26) que o chamado "PL da Misoginia", aprovado no Senado, é um "grande passo" para as mulheres que, agora, serão encorajadas a denunciar e a se posicionar contra episódios de misoginia e machismo. A parlamentar disse à coluna que os ataques contra o público feminino surgem na forma de "ameaça velada, discurso de ódio, piada ou opinião".

"Essa lei vai ser um grande passo para que mais mulheres tenham coragem, porque muitas desistem exatamente, porque sofrem isso na pele e têm o receio, a própria família. Para resguardá-las muitas vezes e dizem, não entre nisso, não, porque vão lhe rotulá-la, vão falar isso, vão falar que ele é a mulher mais sensível. Então, na sociedade, a primeira coisa que tem, a mulher que está se destacando, é vários ônibus fazerem, às vezes ameaça velada, discursos de ódio como forma, como se fosse uma piada ou uma opinião. Lhe rotulam de doida, homem nunca é doido, só as mulheres que são doidas", destacou a deputada. 

O Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como "PL da Misoginia", equipara  o ódio e a aversão às mulheres ao crime de racismo. A matéria, de autoria da senadora Ana Paula Lobato, torna o crime inafiançável e imprescritível, prevendo penas de dois a cinco anos de prisão e multa.

Aprovado na terça-feira (24) no Senado, o "PL da Misoginia" segue agora para a Câmara dos Deputados. Ao Conecta Piauí, a deputada Gracinha Mão Santa relatou que, na política, sente no dia-a-dia a misoginia, "seja de seguidores de partidos e seja um daqueles, Maria vai com as outras".

"Quando você faz com a gracinha, você não está fazendo só com a gracinha, você está fazendo com o quê? Outras mulheres vejam, eu não quero passar porque a gracinha está passando, eu não tenho coragem, tanto é que várias mulheres me param e me pedem: não desista, você me representa", concluiu a deputada.