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Secretário de Cultura Rodrigo Amorim defende teto para cachê de artistas nacionais

'A gente esbarra nesses cachês milionários que, de certa forma, oneram o governo', frisou

O secretário de Cultura do Piauí, Rodrigo Amorim, defendeu um teto para a contratação de artistas nacionais para eventos viabilizados pela gestão estadual. Segundo Rodrigo, há o interesse por parte da Secretaria de Estado da Cultura do Piauí (Secult) em contratar grandes nomes da cena musical brasileira, mas os cachês milionários acabam inviabilizando a contratação. 

"A gente às vezes quer trazer, quer fomentar a cultura, quer levar a oportunidade para as pessoas assistirem artistas nacionais, e muitas vezes a gente esbarra aí nesses cachês milionários e que, de certa forma, oneram o governo, oneram os municípios", detalhou. 

A discussão em torno da necessidade de estabelecer um teto para a contratação de cantores e bandas para eventos públicos iniciou no estado da Bahia e chegou ao Piauí. Em abril deste ano, a Associação Piauiense de Municípios (APPM) aprovou o teto de R$ 350 mil para cachês de artistas no Piauí.

"A gente tem visto realmente um número muito grande de artistas com cachês milionários e o que viabiliza a gente contratar, viabiliza também trazer essa contratação para o estado do Piauí ou para qualquer outro estado, porque a Bahia já começou essa discussão", defendeu Rodrigo Amorim.

Os gestores observaram que a contratação de artistas ocorria de forma desordenada, sem um índice padronizado e com variação de preços para o mesmo artista em diferentes municípios, o que suscitou questionamentos por parte dos órgãos de controle.

À coluna, o presidente da APMM, Pompílio Evaristo, afirmou à época que o cachê dos artistas chegou a triplicar em um curto período de tempo, sem qualquer motivo aparente. O prefeito de São Miguel do Tapuio frisou que a discussão não era sobre precificar o trabalho do artista mas encontrar um meio termo.

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