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'Está impraticável', diz Pompilim sobre altos cachês cobrados por bandas em shows

Na avaliação do presidente da APPM, 'não há critério' para o aumento exponencial do valor estipulado

O presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM), Pompílio Evaristo, o "Pompilim", disse nesta quinta-feira (05/02) que está ficando "impraticável" para os prefeitos piauienses trazerem grandes atrações para as festividades gratuitas. O motivo seria o alto cachê cobrado pelas bandas

Na avaliação da prefeito de São Miguel do Tapuio, a cada ano, as bandas estão cobrando mais caro e não há um "critério" que justifique o aumento exponencial do cachê.

"O problema é que não é só o carnaval, é o carnaval, é o festejo junino, são os festejos dos nossos padroeiros, que é bem tradicional no nosso Nordeste. A cada ano que passa, as festividades estão ficando cada vez mais impraticáveis, onerosas, e nós queremos continuar com as festividades [...]  Conforme está acontecendo ano após ano, isso está ficando impraticável pelos altos cachês a qual as bandas estão cobrando ano após ano. É uma banda que hoje custa R$100 mil, quando é no outro ano ela está custando R$300 mil, R$400 mil, R$500 mil", explicou Pompilim. 

A intenção por trás de trazer o assunto à tona, explica Pompílio Evaristo, não é acabar com as festas que, na avaliação do presidente da APPM, "são importantes para os municípios e o comércio local". A  Associação Piauiense de Municípios busca encontrar uma justificativa para os altos cachês e estabelecer um "critério"

"Deixar claro que a gente quer continuar com as festividades [...] Porque elas são importantes para os municípios. As nossas populações a qual nós conduzimos e gerimos, elas gostam, fomentam a nossa economia, aquecem o comércio local, então é importantíssimo [...] Então, assim, está acontecendo um movimento que começou na Bahia, passou pelo Grande Norte, no Ceará, que nós estamos liderando aqui no Piauí para que essa temática seja batida e a gente encontre um critério. Para que isso não chegue a uma situação em que os municípios não tenham mais condição de contratar as bandas e trazer alegria para o povo", destacou o presidente da APPM.

Segundo Pompilim, o assunto já foi levado à Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, no Distrito Federal.