Conecta Piauí

Notícias

Colunas e Blogs

Blogs dos Municípios

Outros Canais

PiauíJus

PiauíJus é um observatório da justiça no Piauí, com notícias, decisões e análises do Judiciário. Nosso objetivo é aproximar a sociedade das instituições e mostrar os impactos do direito no dia a dia.

PM é condenado no Piauí por vender armas ilegalmente e perde cargo na corporação

Policial recebeu quase 8 anos de prisão após investigação sobre venda clandestina
Redação

A atuação do Ministério Público do Estado do Piauí resultou na condenação do policial militar Cleiton Alves Landim, julgado pelo Tribunal do Júri, na 1ª Vara da Comarca de São Raimundo Nonato. O agente foi sentenciado a 7 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo, acessórios e munições, além de perder o cargo público que ocupava na corporação.

O processo foi conduzido pelo promotor de Justiça Leonardo Dantas Cerqueira Monteiro, titular da 1ª Promotoria de Justiça de São Raimundo Nonato. Segundo a investigação, o policial, que estava na ativa durante o período apurado, utilizava a condição de integrante da Polícia Militar do Piauí para atuar na comercialização clandestina de armas e munições na região.

Durante a apuração, o Ministério Público reuniu uma série de provas que sustentaram a denúncia, incluindo interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, depoimentos de testemunhas e relatórios produzidos pelos órgãos responsáveis pela investigação. O material apontou que o policial mantinha envolvimento direto com a venda irregular de armamentos, prática considerada incompatível com a função exercida dentro da segurança pública.

Na sentença, o juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa, responsável pela 1ª Vara da Comarca, destacou a gravidade da conduta e levou em consideração o fato de o réu ocupar o cargo de policial militar no momento em que os crimes teriam sido praticados. Além da pena de reclusão, que deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, Cleiton Alves Landim também foi condenado ao pagamento de 35 dias-multa.

A decisão judicial determinou ainda a perda definitiva do cargo de policial militar do Estado do Piauí, entendimento baseado no fato de que a prática criminosa é incompatível com as atribuições e a responsabilidade exigidas de um agente responsável pela segurança da população. O caso teve repercussão na região Sul do estado e reforça o debate sobre controle e fiscalização dentro das forças de segurança pública.