Conecta Piauí

Notícias

Colunas e Blogs

Blogs dos Municípios

Outros Canais

Plantão Policial

Notícias sobre casos policiais no Piauí

Acusado de matar ex-esposa e vereador passa por audiência em Teresina

Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento

O acusado Francisco Fernando de Oliveira Castro participou, na manhã desta sexta-feira (27/03), de audiência de instrução e julgamento no processo que apura o assassinato da ex-esposa, Penélope Miranda, e do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz. O crime ocorreu em agosto de 2025, na região Centro-Sul de Teresina.

A audiência marca uma etapa decisiva do processo criminal. Durante a sessão, o juiz responsável pelo caso ouve testemunhas, analisa provas e colhe depoimentos dos envolvidos. Com base nesses elementos, será definido se o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O andamento do processo havia sido interrompido após o adiamento das audiências inicialmente previstas para os dias 13 e 17 de março. A suspensão ocorreu devido à apresentação de atestado médico pelo advogado de defesa, que precisou se afastar para realização de procedimento cirúrgico.

Crime foi registrado por câmeras

O duplo homicídio foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que Penélope caminhava ao lado do vereador quando o suspeito se aproxima armado e efetua disparos contra as vítimas. Durante a ação, um taxista que estava nas proximidades foi atingido por estilhaços.

Segundo a investigação policial, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do acusado, que já apresentava histórico de comportamento agressivo.

Prisão e expulsão da corporação

Francisco Fernando foi preso ainda no dia do crime, no bairro Parque Piauí. Com ele, foram apreendidas armas, munições e outros objetos. Durante as diligências, a polícia também localizou mais armamentos na casa de um parente da vítima.

O acusado integrava a Guarda Civil Municipal e foi expulso da corporação em janeiro deste ano. A decisão administrativa apontou uso indevido de arma institucional na prática de crime grave, além de violação de princípios como hierarquia, disciplina e moralidade.