Plantão Policial

Investigada como falsa advogada morre após passar mal em presídio de Teresina

A interna era investigada por participar de um esquema criminoso que vazava informações sigilosas

A mulher identificada Lucila Meireles Costa, de 42 anos, morreu após passar mal dentro da Penitenciária Feminina de Teresina, localizada no bairro Santo Antônio, zona Sul da capital. A interna estava presa desde fevereiro deste ano e era investigada por suposta participação em um esquema criminoso ligado ao vazamento de informações sigilosas do Judiciário.

A morte foi confirmada pela Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus). Conforme informações preliminares, Lucila apresentou um mal-estar repentino ainda na unidade prisional na última sexta-feira (22/05). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu. Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada.

Lucila foi presa durante uma operação interestadual conduzida pela Polícia Civil do Amazonas com apoio da Polícia Civil do Piauí. Segundo as investigações, ela se apresentava como advogada sem possuir habilitação regular para exercer a profissão e teria atuado diretamente em um esquema de acesso ilegal a processos judiciais sigilosos.

De acordo com a apuração policial, a mulher utilizava indevidamente um token vinculado a uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil do Amazonas. Com o dispositivo, ela conseguia acessar informações restritas e antecipar decisões judiciais que, conforme a investigação, beneficiavam integrantes de uma organização criminosa.

Durante o cumprimento do mandado de prisão em um imóvel no Centro de Teresina, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, anotações e materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. Após ser interrogada, Lucila foi encaminhada ao sistema prisional piauiense, onde permanecia à disposição da Justiça do Amazonas.

As investigações apontam que o grupo criminoso alvo da operação possuía atuação interestadual e era investigado por crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional. A ofensiva também alcançou os estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais e Pará.

Relatórios de inteligência financeira analisados durante a investigação identificaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. A polícia suspeita que empresas registradas nos setores de transporte e locação eram utilizadas para ocultar valores oriundos de atividades ilícitas.

O caso

A prisão de Lucila Meireles Costa ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2026, durante uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia, com apoio da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) do Piauí.

A investigação teve início após uma grande apreensão de drogas realizada no Amazonas, quando foram encontrados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações usadas no transporte fluvial de entorpecentes e um veículo utilizado na logística terrestre da organização criminosa.

A partir da apreensão, a polícia aprofundou as investigações para identificar financiadores, operadores logísticos e pessoas responsáveis por fornecer suporte ao grupo criminoso, incluindo suspeitos de intermediar informações sigilosas do sistema judicial.

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