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Notícias sobre casos policiais no Piauí

Falsa advogada investigada por integrar organização criminosa é presa em Teresina

A suspeita é apontada como responsável por repassar informações sigilosas de processos judiciais

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã desta sexta-feira (20/02), uma mulher investigada por integrar um esquema criminoso com ramificações em diversos estados do país. A captura ocorreu no Centro de Teresina, durante cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Amazonas, no âmbito da Operação Erga Omnes.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia, e contou com o apoio da Polícia Civil do Piauí, através da Diretoria de Operações Policiais (DEOP). A ofensiva tem como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional.

Em Teresina, foi presa Lucila Meireles Costa, 42 anos. De acordo com as investigações conduzidas no Amazonas, ela se apresentava como advogada sem possuir habilitação regular para o exercício da profissão. A suspeita é apontada como responsável por intermediar o repasse de informações sigilosas de processos judiciais, mediante suposta cooptação de servidores, com o objetivo de favorecer integrantes do grupo criminoso.

As apurações tiveram início após uma grande apreensão realizada anteriormente no Amazonas, quando foram localizados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações utilizadas no transporte fluvial da droga e um veículo empregado na logística terrestre. A partir desse flagrante, a polícia aprofundou as investigações para identificar financiadores, operadores logísticos e colaboradores do esquema.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados, incluindo transferências entre pessoas físicas e empresas registradas nos ramos de transporte e locação. Segundo a polícia, parte dessas empresas apresentava indícios de existência apenas formal, sendo utilizadas para ocultar e movimentar valores de origem ilícita.

Durante o cumprimento do mandado na capital piauiense, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, anotações e um token vinculado a uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas, que, conforme a investigação, estaria sendo utilizado de forma indevida.

A presa foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça amazonense. A operação também foi deflagrada simultaneamente nos estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais e Pará, com o objetivo de desarticular a estrutura interestadual do grupo, preservar provas e bloquear bens supostamente ligados às atividades criminosas.