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Justiça mantém presa falsa advogada acusada de vazar dados a facção no Amazonas

Investigada na Operação Erga Omnes, é suspeita de vazar dados do TJ-AM ao crime organizado

A Justiça do Piauí manteve a prisão de Lucila Meireles Costa, presa na última sexta-feira (20) no Centro de Teresina. Ela é investigada na Operação Erga Omnes, que apura a atuação de um grupo criminoso com envolvimento em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, responsável pelo inquérito, Lucila se apresentava como advogada sem possuir habilitação regular para o exercício da profissão. As investigações apontam que ela teria intermediado o acesso a informações sigilosas do Tribunal de Justiça do Amazonas para beneficiar integrantes ligados ao Comando Vermelho.

Ainda segundo a polícia, foram encontrados prints de conversas no celular da investigada que indicam consultas sobre mandados de prisão e transferências via Pix. Em uma das mensagens, há referência ao envio de comprovante de pagamento a um servidor do tribunal, o que reforça a suspeita de cooptação para obtenção de dados restritos.

Durante o cumprimento do mandado em Teresina, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, anotações e um token vinculado a uma advogada inscrita na OAB do Amazonas, que, conforme a investigação, estaria sendo utilizado de maneira indevida. Lucila foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça amazonense.

Relembre o caso

Lucila foi presa preventivamente em Teresina por determinação da Justiça do Amazonas, dentro da Operação Erga Omnes, que mira uma organização criminosa com atuação interestadual. A investigação teve início após a apreensão de mais de 500 tabletes de skunk, sete fuzis, embarcações e um veículo usados no transporte de drogas no Amazonas. A ofensiva foi realizada simultaneamente em vários estados e busca desarticular toda a estrutura financeira e logística do grupo.