Justiça mantém prisão de CEO da Group e outros investigados por esquema de fraudes
Após a audiência de custódia, os presos foram encaminhados ao sistema prisional do Piauí
O empresário Douglas Fonseca Araújo, proprietário da DF Group, e de outros dez investigados por suspeita de integrar um esquema de fraudes envolvendo investimentos financeiros, tiveram suas prisões temporárias mantidas pela Justiça. O grupo é alvo de uma investigação que apura os crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A decisão foi confirmada pela defesa de Douglas Fonseca e de outro investigado, Ícaro Teixeira de Sousa. Após a audiência de custódia, os presos foram encaminhados ao sistema prisional. Sete homens, incluindo Douglas, foram transferidos para a Cadeia Pública de Altos, enquanto quatro mulheres foram levadas para a Penitenciária Feminina de Teresina.
A operação foi deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da empresa, localizada na zona Leste de Teresina.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada para captar recursos de investidores por meio de promessas de alta rentabilidade. A Polícia Civil aponta que a estrutura utilizava fraudes eletrônicas para obter vantagens financeiras e mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem dos valores arrecadados.
As apurações também indicam que a empresa divulgava, principalmente pelas redes sociais, promessas de rendimentos que chegavam a 10% ao mês. De acordo com a investigação, a oferta de lucros elevados servia para atrair investidores, embora esse percentual seja considerado incompatível com operações regulares no mercado financeiro.
Conforme a Polícia Civil, os clientes eram levados a acreditar que os recursos estavam sendo aplicados no mercado de capitais por uma empresa especializada. No entanto, as investigações apontam que a DF Group não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar nesse segmento nem estava habilitada a operar no Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito teve início após investidores procurarem a polícia relatando dificuldades para reaver os valores aplicados. Segundo os relatos, pouco tempo após os investimentos, os pagamentos prometidos deixaram de ser realizados, enquanto os clientes enfrentavam obstáculos para obter respostas da empresa.